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Na rua, na chuva, na Cidade do Rock: relembre edições do Rock in Rio marcadas por shows sob temporal

Edição de 2026 apresenta apresentações sob chuva intensa: 'tradição' vem desde a primeira edição, com público em lamaçal em 1985

Agência O Globo - 06/09/2026
Na rua, na chuva, na Cidade do Rock: relembre edições do Rock in Rio marcadas por shows sob temporal
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Desde a sua primeira edição, a mística do Rock in Rio preconiza que o festival "raiz" deve ser sob a chuva. As imagens do lamaçal em 1985 permaneceram na memória coletiva, assim como o coro de "Love of my life" no show do Queen e o rosto ensanguentado de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, após bater acidentalmente o braço da guitarra na testa.

Se no primeiro dia do Rock in Rio 2026, na sexta-feira (4), o sol deu as caras, desde sábado a chuva voltou a cair na Cidade do Rock e promete seguir assim na segunda (7) e, possivelmente, no próximo final de semana. Os fãs de Sepultura, Black Pantera, Machine Gun Kelly, Bad Omens e Bring Me the Horizon já entraram no clima mais "roots" do festival, com rodas de pogo e várias capas de chuva se esbarrando.

Notas dos críticos do GLOBO:

O SEU ROCK IN RIO:

Relembre abaixo os shows sob chuva que entraram para a história do festival:

1985

Realizada entre 11 e 20 de janeiro de 1985, a primeira edição do Rock in Rio teve as chuvas de verão como coadjuvantes das apresentações de astros como Queen, AC/DC e Ozzy Osbourne. A primeira Cidade do Rock, montada em Jacarepaguá, viu seus 250 mil metros quadrados transformados em um imenso lamaçal, com o público tentando se proteger como podia. Parte dos fãs se jogou na lama, em clima de Woodstock carioca.

2011

Na quarta edição do Rock in Rio, marcando sua retomada após dez anos desde a edição de 2001, o Guns N' Roses, que fazia sua volta após apresentações de 1991 no Maracanã, encerrou o festival no dia 2 de outubro sob intensa chuva, que começou a cair após o show do System of a Down. O público que não arredou pé viu Axl Rose subir ao palco por volta das 2h40 da manhã, usando uma capa de chuva amarela, óculos escuros e chapéu por cima da bandana para se proteger.

2015

Substituindo de última hora a cantora e DJ sueca Robyn, o duo britânico AlunaGeorge, formado pelo produtor George Reid e a cantora Aluna Francis, teve sua tarefa ainda mais dificultada pelo temporal que despencou sobre a Cidade do Rock no dia 27 de setembro de 2015. Além da chuva, o vento frio atrapalhou a performance da atração no Palco Mundo, em um dia que ainda teria A-ha e Katy Perry.

2019

O primeiro final de semana do Rock in Rio de 2019 foi marcado por uma chuva persistente, que acompanhou as apresentações de algumas das maiores atrações daquela edição. No sábado, dia 28 de setembro, os Foo Fighters levantaram o público na chuva com hits como "Times like these", "Everlong" e "The Pretender". No dia seguinte, o Bon Jovi, que voltava ao festival após apresentações em 2013 e 2017, mostrou que figurinha repetida também completa álbum, enfileirando sucessos como "This house is not for sale", "You give love a bad name" e "It's my life", com Jon Bon Jovi agradecendo aos fãs por esperarem o show mesmo na chuva.

2022

Em 2022, a chuva voltou a dar as caras, inicialmente no show de Post Malone, no Palco Mundo, no dia 3 de setembro, no primeiro final de semana do Rock in Rio. O rapper retribuiu a persistência do público com sucessos como "Better now", "Sunflower" e "Rockstar", usando uma camisa do Flamengo e segurando uma bandeira do Brasil. Poucos dias depois, a chuva voltou a aparecer em uma das apresentações mais concorridas do festival, na penúltima noite do evento, em 10 de setembro, durante o show do Coldplay. Chris Martin comandou a apresentação debaixo d'água e sob vento frio, enquanto milhares de pulseiras luminosas distribuídas para o público criavam um espetáculo à parte, com um mar de capas de chuva e luzes sincronizadas com as músicas na plateia.