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Como é a fazenda de Lúcia Veríssimo, que não come carne e até criou 'asilo' para animais: 'Morrem de velhos'

Localizada em Chiador, Minas Gerais, Fazenda Independência é a residência fixa da atriz onde prioriza o cultivo totalmente orgânico de alimentos

Agência O Globo - 28/08/2026
Como é a fazenda de Lúcia Veríssimo, que não come carne e até criou 'asilo' para animais: 'Morrem de velhos'
Lúcia Veríssimo - Foto: Reprodução

Longe do ritmo frenético da televisão, Lúcia Veríssimo encontrou na Fazenda Independência, em Chiador, na Zona da Mata de Minas Gerais, um espaço para viver em contato com a natureza. A propriedade se tornou a residência fixa da atriz durante a pandemia de Covid-19 e agora reflete sua escolha de vida, com produção orgânica, preservação ambiental e animais tratados sem finalidade de abate — e nem os convidados têm muitas opções diante desse cenário.

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Vegetariana, Lúcia estabeleceu que nenhum animal será criado para ser abatido. Vacas, cavalos, cabras e aves permanecem na propriedade durante toda a vida. Mesmo quando deixam de produzir leite ou ovos, não são vendidos. Ao invés disso, seguem para áreas que ela chama de “asilos”, onde recebem alimentação, cuidados veterinários e abrigo até morrerem naturalmente.

Sobre a criação dos animais, a atriz é categórica: “Plantamos comida. Nas minhas terras não crio animais de engorda. Lá os animais morrem de velhos. Como não como carne, se tenho algum convidado que queira carne de frango, mando comprar na casa do vizinho. Não é brincadeira, é a mais pura verdade”, diz ela em seu site.

As vacas leiteiras têm nomes próprios. A fazenda também mantém aves como pavões, cisnes, patos e galinhas-d'angola, todas soltas. Um estatuto interno, aliás, impede que animais sejam mantidos em gaiolas, viveiros ou acorrentados.

Quase metade da fazenda é formada por área de Mata Atlântica preservada. A propriedade conta com cinco açudes e nascentes protegidas por vegetação nativa. No terreno, Lúcia cultiva alimentos como milho, feijão, abóbora, hortaliças e frutas sem o uso de defensivos químicos.

Em 2024, um incêndio atingiu a propriedade e destruiu cerca de 30 hectares de vegetação. Segundo Lúcia, o fogo teria começado após a entrada de caçadores ilegais no terreno e o descarte de uma bituca de cigarro.

— Tenho 4,5 alqueires de Mata Atlântica virgem e tiro dela todas as mudas para reflorestamento que venho fazendo há anos e que foi inteiramente queimado. Meu desespero, durante o incêndio, foi justamente que não fosse atingida a mata. Era o que eu suplicava aos bombeiros: que tomassem conta dela, afirmou a atriz à época. — Somente uma pequena área dela foi atingida. Mas graças a Deus, a todos os santos e, principalmente, à coragem e técnica dos bombeiros, a mata foi preservada.