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Yayoi Kusama bateu recorde de público com mostra que atraiu mais de 1,7 milhão de pessoas no Brasil

Consagrada artista japonesa, que morreu recentemente aos 97 anos em Tóquio, era famosa por suas instalações repletas de bolinhas e espelhos.

Agência O Globo - 27/08/2026
Yayoi Kusama bateu recorde de público com mostra que atraiu mais de 1,7 milhão de pessoas no Brasil
Yayoi Kusama

Um dos nomes mais importantes da arte contemporânea, Yayoi Kusama, faleceu no dia 14 deste mês, em um hospital de Tóquio, de acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira (27). A artista japonesa ficou internacionalmente conhecida ao criar obras com bolinhas, redes e ambientes espelhados. Na América Latina, ela teve muitos de seus trabalhos apresentados e a dimensão desse fenômeno se destacou em exposições que foram recordes de público.

No Brasil, a “kusamamania” começou em outubro de 2013, quando “Obsessão infinita” chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio. Era a primeira individual de Kusama no país e a retrospectiva reuniu cerca de cem trabalhos realizados entre 1949 e 2012, incluindo pinturas, esculturas, vídeos, obras em papel e instalações.

A procura foi extraordinária: a mostra registrou cerca de 750 mil pessoas ao término da temporada, tornando-se, naquele momento, a exposição mais visitada do CCBB nos cinco anos anteriores.

A segunda parada da exposição foi no CCBB de Brasília, onde foi visitada por cerca de 470 mil pessoas, segundo dados divulgados pelo espaço à época.

Em 2014, “Obsessão infinita” seguiu para São Paulo, onde ocupou o Instituto Tomie Ohtake. A passagem pela capital paulista também superou as expectativas, com 522 mil visitantes ao longo de pouco mais de dois meses — um recorde para a cidade nos cinco anos anteriores. O resultado, somado ao público registrado no Rio e em Brasília, fez com que a retrospectiva ultrapassasse a impressionante marca de 1,7 milhão de visitantes no país.

A consagração internacional de Kusama ganhou força especialmente a partir dos anos 2000. Depois de passar por Nova York entre 1957 e 1973, onde se aproximou de artistas como Andy Warhol e Donald Judd, ela retornou ao Japão e manteve uma produção intensa.

Grandes instituições passaram a dedicar retrospectivas à sua carreira, incluindo o Reina Sofía, em Madri, o Centro Pompidou, em Paris, a Tate Modern, em Londres, e o Whitney Museum, em Nova York. A artista também levou sua estética para a moda em uma parceria com a Louis Vuitton.