Curiosidades
SP-Arte Rotas chega à quinta edição nesta quarta-feira (26), ampliando trocas regionais e entre países latinos
Com o dobro de galerias internacionais em relação ao ano passado, feira tem 66 espaços em 2026, entre galerias e institucionais
Tem início nesta quarta-feira (26, para convidados) e segue até domingo, no espaço Arca, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, a quinta edição da SP-Arte Rotas, feira com foco em galerias e produções não restritas ao Eixo Rio-São Paulo. Com 66 galerias e estandes institucionais, o evento conta também com seis espaços internacionais (Barro, Isla Flotante e W-Galería, da Argentina; Casa Zirio, da Colômbia; Sur, do Uruguai; e Orma, da Itália), o dobro do ano passado.
Entre os expositores, estão espaços tradicionais, como as paulistanas Almeida & Dale, DAN e Gomide&Co; as cariocas Danielian, Portas Vilaseca e Silvia Cintra + Box4; e a soteropolitana Paulo Darzé, além de estreantes como Ocupá e Refresco (RJ), Boi (PE), Errol Flynn (MG), Midlej (BA), Apartamento 61 e Casa Seva (SP).
— São 19 espaços participando pela primeira vez, incluindo os institucionais. Isso dá oportunidade para descobertas, seja de artistas mais invisibilizados ou de espaços que estavam fora do circuito. E não só para os colecionadores e o público, mas para os próprios galeristas. Vejo muitos comprando uns dos outros — comenta Fernanda Feitosa, idealizadora e diretora da SP-Arte e da Rotas. — Uma obra que sintetiza muito bem essas trocas entre regiões e países vizinhos é um painel do Carybé que a Sur trouxe para a feira: uma galeria uruguaia expondo um trabalho de um artista argentino que se tornou um baiano honorário.
Assumindo a direção artística da Rotas, o carioca Bernardo Mosqueira, um dos fundadores do Solar, no Rio, e ex-integrante da equipe curatorial do New Museum, em Nova York, também destacou as trocas e aproximações regionais no Mirante, seção curada da feira, que esse ano conta com uma seleção de cerca de 70 obras, de mais de 50 artistas.
— A Rotas tem protagonizado esses debates para expandir o que é considerado relevante na arte brasileira, com o mercado crescendo nas diversas regiões do país, permitindo cenas mais complexas — observa Mosqueira. — O Brasil vive um momento único, de se reconhecer como parte das culturas latino-americanas. Levamos para o Mirante um olhar que não passa pela cartografia, feito de cima para baixo, mas com uma visão com os pés no chão, percebendo essa continuidade na vizinhança para além das fronteiras.
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