Curiosidades
Entre clássico, samba e rap, Projeto Aquarius promove uma viagem no tempo
Maestro Carlos Prazeres vai reger a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), em concerto na Praça Mauá, no Rio, em 19 de setembro, com Leci Brandão e Emicida como convidados
Além da união entre o clássico e a música popular, a edição 2026 do Projeto Aquarius, no Rio, também vai marcar o encontro de gerações do samba e do rap, duas expressões culturais nascidas em contextos periféricos e que se tornaram mainstream na indústria fonográfica. Regida por Carlos Prazeres, a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) receberá como convidados Leci Brandão e Emicida, no dia 19 de setembro, a partir das 14h, no palco montado na Praça Mauá, na Zona Portuária da cidade.
'Transtornos e frustração':
‘Continental’:
Titular da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) desde 2011, Prazeres fará sua estreia no Aquarius, embora o projeto lhe seja muito familiar. Seu pai, o maestro Armando Prazeres (1934–1999), idealizador da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES), foi um dos regentes que passaram pelo projeto em seus 54 anos, na época de sua criação, junto de seu fundador, o maestro Isaac Karabtchevsky — que foi professor de Carlos Prazeres na Itália.
— De certa forma, me sinto conectado ao Aquarius desde criança. Meu pai mencionava o projeto o tempo todo lá em casa, parecia uma reunião de família. Me lembro do concerto dele regendo “O Messias”, de Händel (na Igreja da Candelária, no Centro do Rio, em 1980). Acredito que tudo está conectado, e que as coisas sempre chegam na hora que são para chegar — destaca o maestro e oboísta de 52 anos. — Fiquei muito feliz e honrado com o convite. O Aquarius tem uma importância hoje não só por promover o acesso à música clássica, mas por ter uma preocupação com a linguagem, em como chegar ao grande público.
Tendo “o tempo” como tema, o repertório da apresentação vai reunir temas de Carlos Gomes (“Alvorada” da ópera “Lo Schiavo”), Tchaikovsky (“Abertura 1812”), Villa-Lobos (“Trenzinho do caipira”) e Ennio Morricone (“Cinema Paradiso”), junto a sucessos de Leci (“Só quero te namorar”, “Zé do Caroço”) e Emicida (“Quem tem um amigo tem tudo”, “Amarelo”). A seleção inclui ainda “Uma viagem no tempo”, tema desenvolvido pelo compositor, acordeonista e arranjador Marcelo Caldi, que resultou num projeto audiovisual com a OSBA em 2020, a partir da experiência da quarentena na pandemia.
— Essa peça começa com a “Nona sinfonia” de Beethoven, e, quando o fagote entra para fazer o contracanto, faz a melodia de “Oração ao tempo”, do Caetano — detalha Prazeres. — É uma viagem pelo tempo, um encontro de gerações. Ela define perfeitamente a mensagem do concerto no Aquarius, de celebrar nosso legado musical, mas olhando para o futuro.
Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet apresenta o Aquarius RJ. O evento conta com o Patrocínio da Light, Apoio da Porto, Vivo, IRB (Re) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Participação de Président. Hotel Oficial Windsor, Assessoria de Imprensa da InPress, Parceria da P&G Cenografia e da Orquestra Sinfônica Brasileira, Produção da SRCOM e tem as rádios Globo e CBN como Rádios Oficiais. A Realização é do GLOBO e Ministério da Cultura.
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