Curiosidades
Abandonei a ideia de ser perfeita, diz Deborah Secco sobre pressão estética
Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', atriz fala sobre terapia e padrões de beleza.
Deborah Secco
Conversa vai, conversa vem
Você é muito ligada na aparência. E teve que caber em padrões para estampar capa de revista. Tomou remédio para emagrecer, fez lipo, botou silicone. Trabalha essa neurose pela estética?
Trato há alguns anos. Claro que vou cuidar de mim, do meu corpo, da minha saúde. Mas num limite saudável. Gosto de ver que estou bem, de me achar bonita. Mas gosto mais de trabalhar sem sentir dor nas costas, abaixar e levantar, andar de salto. Meu maior investimento agora é em massa muscular para ficar uma velhinha que consiga acompanhar netos, viajar o mundo, namorar. Cuido da pele, tenho um resquício grande dessa pressão estética, mas tento me libertar disso diariamente.
Maria Rita.
Sylvia Buarque.
Se coloca muito o seu corpo a serviço da sua imagem, como fazer para te verem além disso? Acha que contribuiu nessa pressão por alcançar o padrão?
Gosto de mim, do meu corpo, sou magra por genética. Se poso de biquíni com um corpo tido padrão é porque essa é a minha genética. Tento trazer esse discurso de que tem que ter o corpo que quiser. Busco ser a minha melhor versão, mas que já abandonei há tempos a ideia de ser perfeita. Não sou, nunca fui, nunca serei. Gosto de mim do jeito que sou e demorei muito a gostar. Virei uma mulher bonita para o Brasil há bastante tempo. Para mim, tem quatro anos. Falei: tudo bem ter a perna fina, um buraco no braço, não vou ficar me escondendo ou tentando vender uma perfeição que não existe. Isso foi terapia, sem dúvida.
A internet intensificou a roda viva de a gente não poder envelhecer, né? Qual é o seu limite com procedimento estéticos?
Tudo que está a nosso favor eu vou utilizar. Dentro do meu limite saudável e do meu medo, porque sou medrosa. Amo fazer laser, cuidar da pele. Quero envelhecer plena, com tudo que a medicina puder me ajudar. Tento vencer toda essa doença que me foi implantada durante tantos anos. Publicitariamente, a gente vai ter a imagem tratada, mas o que é meu vai ser cada vez mais real. Faço stories sem filtro. Não estou apegava à minha imagem de 20 anos. Daqui a pouco, vem uma outra Débora aí, porque eu sou isso: mutante.
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