Curiosidades
Deborah Secco fala da relação com o noivo Dudu Borges: 'Me ama do jeito que sou'
Em entrevista ao 'Conversa vai, conversa vem', atriz afirma que trocou a procura pelo amor em 'ebulição e desesperado' pela 'calmaria': 'Encontrei um chato que nem eu', brinca ela, que planeja se casar no ano que vem
Uma espécie de amor tranquilo é o que a atriz Deborah Secco tem vivido ao lado do produtor musical e empresário Dudu Borges . Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem' , disponível no YouTube e no Spotify , a atriz de 46 anos contou que, ao contrário de relacionamentos anteriores, em que buscava 'ebulição', o namoro com o atual parceiro é no estilo 'calmaria'. Os dois se conheceram nos bastidores da série ‘Rensga Hits’, sobre o universo sertanejo, quartos noivos e fingir se casar no ano que vem. Leia o trecho:
Depois de uma separação com uma filha e vários outros relacionamentos, como você entra no casamento com Dudu Borges? O que se deseja e o que tem certeza de que não quer essa relação?
Jurava que nunca mais ia casar ou ter alguém. Pensava que eu iria curtir a vida. O que me fez mudar de ideia foi me sentir cuidada, escolhida, priorizada. É uma pessoa que ama do jeito que sou, que tira o melhor de mim. Não preciso provar, posso ser de verdade. É uma relação diferente de todas que já tive, num lugar de tranquilidade , paz , calmaria . De entender que o amor não é o que eu perdi que era: ebulição, desespero. Buscava esse tipo de afeto que me inebriava. Essa loucura é efêmera e acaba. Depois, dá um vazio. Nossa relação foi construída na amizade, cumplicidade, tempo e respeito. Sou quieta, não gosto de sair de casa, gosto de silêncio. Ele também. Somos muito parecidos. Encontrei um chato que nem eu (risos).
Você deu uma entrevista recente ao lado dele e te metralharam dizendo que estaria se moldando para caber no relacionamento porque, ao contrário dos outros namoros, este, você optou por manter longe dos holofotes... Isso é cruel porque, se expõe, expõe demais; se não expõe, está se moldando... Nunca está bom?
Essa coisa de se moldar às pessoas, para mim, é um elogio, porque eu sou uma pessoa que, obviamente, abre mão de querer as coisas do meu jeito. Passei a vida inteira fazendo tudo do meu jeito, então, quando algo não era do meu jeito, não me servia. Egoísta mesmo. A modernidade me ajudou muito com isso, porque sempre estive em primeiro lugar. E, na minha profissão, eu faço o meu horário, a minha agenda, tenho a minha equipe, meus funcionários e é tudo muito sobre mim, tudo sobre a minha vontade. Todo mundo trabalha para me satisfazer. É muito perigoso. A minha vida inteira foi flertando com esse lugar de tentar fazer pelo outro.
Então, em alguns namoros, tudo era do meu jeito, mas tentava dar uma maquiada de que era como o cara queria, mas sabia que, no final, o que importava mesmo era o meu jeito. Depois que fui mãe, não. Acho que muito desse relacionamento e do sucesso que ele tem tido na minha vida é entender que é preciso mesmo se moldar para caber num relacionamento.
Todo mundo tem que ceder um pouco para dar certo, não é?
Não é deixar de ser quem você é na sua essência, porque isso eu não vou deixar nunca. Sou uma mulher que brigo por isso, brigo pela minha liberdade de ser quem eu sou. Sou uma mulher, inclusive, uns degraus acima do quanto é o esperado social. Eu brigo mesmo pela liberdade de ser a mulher que eu sou, de ser livre para pensar o que eu penso.
Mas quando você encontra alguém, você vem com uma bagagem, uma pessoa também, né... É claro que ele vai ter que se moldar um pouco para caber no meu jeito e eu vou ter que me moldar para caber no jeito dele. Olhando para trás, talvez, nunca tenha dado certo porque eu nunca me moldei. Era como eu queria e se não fosse, um beijo, tchau.
Que críticas mais fazem sobre você?
Sou egoica. Tento olhar e colocar o outro no pódio onde, por anos, só existia eu. Sou maravilhoso quando tudo está sob meu controle. Se não está, sou difícil, controladora, manipuladora. Estou há três anos com meu terapeuta para parar de polarizar. Porque ou é tudo para um lado ou tudo para o outro. Ou muito trabalha ou não trabalha, ou ama muito ou está sozinho. Busco chegar no caminho do meio. Saber ser morna, entender que alegria é o café com leite.
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