Curiosidades
Deborah Secco revela relacionamentos tóxicos: 'Fui trancada para não comer'
Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', atriz lembra violência de namorado para evitar que engordasse e conta que sempre buscou um padrão de abandono no amor por conta da ausência do pai: 'Fiz coisas que jamais faria novamente para ser aceita e ter pessoas'
Débora Secco
Conversa vai, conversa vem
Você tem priorizado sua filha, Maria Flor, mas a guarda compartilhada com o pai dela, o Hugo Moura, ajuda no novo namoro, não é?
Guarda compartilhada foi a minha maior dor. Existe metade de uma vida da minha filha da qual não participo. Isso era inaceitável. Mas aprendi que é um recomeço. No início, ficou sozinho, chorava horrores, me sentia culpada. Era como se fosse uma mãe ausente. Mas a dinâmica foi se ajeitando. A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo. Acompanhar a experiência da Maria Flor com o pai presente, um pai carinho, que se preocupa e se responsabiliza tanto quanto eu, me cura. Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia 'pais' que não me escolheram.
Adeus.
Silvia Buarque.
Nas relações amorosas...
Busquei o padrão de abandono em todas as relações: amorosas, de amizade, pessoas que tinham que conquistar, batalhar, que tendiam ao abandono e não ao cuidado. Faça tudo para ser escolhido. Nossos padrões de mente são reproduzidos. É bom saber que minha filha vai crescer sabendo o tipo de pessoa que tem que escolher: quem brigue por ela, quem escolhe por ela, quem ame enlouquecidamente, gaste tempo e atenção com ela.
Antônio Fagundes.
Cláudia Raia. Atriz fala do seguro das pernas, relacionamentos e maternidade 50+
Se você submeteu a situações em relacionamentos quais jamais aceitaria hoje?
Com certeza. Relacionamentos tóxicos, abusivos, aquele looping de aprisionamento, de uma pessoa manipular a ponto de se sentir dependente dela. Coisas muito graves, agressões físicas, verbais... Já fui trancada para não poder comer. "Não vai comer, isso se não vai ficar gordo". Achei que era tão ruim que precisava apenas de uma coisa, que seria minha salvação. Uma carência do cara que não esteve quando devia estar. Fiquei buscando uma vida inteira por isso (por um pai), essa figura, masculina, que não escolheu por mim. Quando era criança, busquei essa aprovação, essa acessibilidade. E faria o que fosse preciso para tê-lo. E fiz durante anos coisas que jamais fariam novamente para serem aceitas e ter pessoas. Porque esse foi o padrão que me foi apresentado lá atrás. Fui traído, machucado, enganado.
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