Curiosidades

Ator de 'Avenida Brasil' desabafa após apresentação para apenas quatro pessoas: 'Tenho que tirar do bolso para trabalhar'

Renato Scarpin está em cartaz com a peça '7x1 - Uma Comédia Boa pra Cachorro', no Teatro Bibi Ferreira, com capacidade para 300 espectadores

Agência O Globo - 08/08/2026
Ator de 'Avenida Brasil' desabafa após apresentação para apenas quatro pessoas: 'Tenho que tirar do bolso para trabalhar'
Renato Scarpin - Foto: Reprodução / Instagram

Na última sexta-feira (7), Renato Scarpin viralizou com um relato sobre o baixo público em uma apresentação de sua peça '7x1 - Uma Comédia Boa pra Cachorro', em cartaz no Teatro Bibi Ferreira. No vídeo publicado em seu Instagram, o ator de 54 anos contou ter se apresentado para apenas quatro pessoas no dia 2 de agosto. A sala tem capacidade para 300 espectadores.

Segundo Scarpin, dos quatro presentes na sessão, dois eram amigos de longa data.

"Essa é a vida do ator", desabafou Scarpin. "Ator que se produz, que não tem lei, não tem incentivo, não tem patrocínio... Com quatro pessoas, a gente não consegue pagar nem o técnico. Tenho que tirar do bolso para trabalhar, mas eu faço a peça. As quatro pessoas que foram se encantaram", explicou.

Conhecido por trabalhos em novelas, em que fez uma participação como o arquiteto Jean Miguel, o ator reconheceu que chegou a questionar a profissão após o fracasso de público:

"Às vezes, vem a pergunta: 'Será que vale a pena fazer para tão pouco público?'. Sempre digo que faço para uma pessoa porque a pessoa se dignou a sair de casa para me ver. É uma questão de respeito com a pessoa, com o público. Respeito demais o público".

Scarpin decidiu que irá reduzir o valor do ingresso do espetáculo. Os R$ 100 (inteira) baixarão para R$ 21,90 (preço único).

"Como este mês é o do meu aniversário, quero ganhar um presente: e o presente é a sua presença no teatro", anunciou. "Também vou dar uma colaborada. Em agosto, vou fazer a peça por R$ 21,90. Às 19h, no Teatro Bibi Ferreira. Essa é a vida do ator. Ator que produz, que não tem lei, não tem incentivo. Com quatro pessoas na plateia, não consigo pagar nem o técnico. Tenho que tirar do bolso para trabalhar, mas eu faço a peça. As quatro pessoas que foram se encantaram"