Curiosidades
Diretor de 'Halloween' e 'Fuga de Nova York', John Carpenter lança HQ e músicas a partir de sonho
‘Cathedral' acompanha policiais de Los Angeles em uma igreja abandonada após um assassinato brutal; enredo também inspira álbum de hard rock
Mestre do terror desde “Halloween” , thriller de baixo orçamento que foi lançado em 1978 e abriu o caminho para alguns clássicos do cinema de terror, como o sanguinolento “O enigma de outro mundo” (1982) e “Eles vivem” (1988), o diretor americano John Carpenter, de 78 anos, deu um tempo nas telas e está lançando “Cathedral” . É uma obra que ganhou dois formatos praticamente complementares: uma graphic novel e um álbum de hard rock (o livro foi lançado na última terça-feira; e o álbum está sendo lançado hoje).
Imagem perturbadora:
Estreia mês que vem:
Como explica o New York Times em reportagem publicada ontem, a história em quadrinhos, escrita com a mulher de Carpenter, Sandy King, e Sean Sobczak, acompanha policiais de Los Angeles nas entradas de uma igreja abandonada após um assassinato brutal. Tudo casa muito bem com a trilha sonora impactante de “Cathedral” , com seus riffs de guitarra poderosos, bateria implacável e sintetizadores gélidos.
'Na cabeça de todo mundo'
Os quadrinhos nasceram há dois anos, a partir de um sonho que qualquer um considerado assustador, mas não o cineasta. Carpenter sonhou com uma catedral abandonada com dois elevadores em seu interior, capaz de lançar os passageiros a imensas desconhecidas, como relata o New York Times . Em vez de ir para as telas, como de fantasia, o sonho inspirado ganhou o formato de quadrinhos. “Dirigir é muito estressante” , disse ele ao jornal numa entrevista em junho, em Hollywood.
O site Creative Bloq citou Carpenter dando outros detalhes sobre a inspiração inicial: "Eu vi isso num sonho: uma paisagem de pesadelo nas profundezas da terra, repleta de monstros tão estranhos e sinistros que não existiam à luz do dia. Soube instantaneamente que imediatamente tirou essas coisas da minha cabeça e colocou-las na cabeça de todo mundo."
No fim das contas, temos em ação alguns elementos clássicos da extensa obra do diretor: uma investigação policial, catacumbas subterrâneas, um mal ancestral circulando por aí, livre e solto. E há também seus temas clássicos de paranóia e claustrofobia.
O Creative Bloq classifica o estilo artístico dos quadrinhos como sombrio e cinematográfico, gótico e repleto de elementos de terror, combinando traços atmosféricos com um forte uso de sombras e núcleos, ecoando o enquadramento e a arquitetura sinistra de filmes como “Príncipe das Trevas” .
Redescoberta
Carpenter coescreveu e tocou nas 14 faixas do álbum da banda com seu filho, Cody Carpenter, de 42 anos, e seu afilhado, Daniel Davies, de 45. “Minha técnica não é muito boa e eu não pratico” , disse ele ao jornal americano.
“Cathedral” é o quinto álbum de estúdio do trio. Carpenter cresceu em Bowling Green, Kentucky, filho de um professor de música. Sua formação musical foi muito útil quando mudou para Los Angeles, nos anos 1960, para estudar na Universidade do Sul da Califórnia. Foi lá que ele se familiarizou com sintetizadores modulares, marca registrada de suas primeiras trilhas sonoras.
Esse álbum de Carpenter chega num momento em que sua filmografia está sendo descoberta e aclamada pela Geração Z e pelos millennials. No ano passado, uma retrospectiva de seus filmes em Los Angeles, com várias noites de duração, se esgotou rapidamente.
Obra social e política
“Os filmes de Carpenter mudam de significado com o tempo”, disse Alex Ross Perry, roteirista e diretor independente e admirador de John Carpenter, ao New York Times . "Se você assiste a 'O enigma de outro mundo' ou 'Eles vivem' aos 13 anos, são thrillers de ficção científica divertidos. Mas se você os assiste na faixa dos 30 ou 40 anos, são retratos profundos e significativos da reflexão da Guerra Fria e do conservadorismo americano."
Para Carpenter, longe das telas desde 2010, quando lançou “Aterrorizada” , o aumento da atenção é gratificante. "Já me chamei de tudo quanto é nome, recebi todo tipo de crítica negativa. E agora? É fantástico" , disse ele ao jornal americano.
Mas a entusiasmo do criador se concentra na música: "Filmes são complexos e caros. Mas, com a música, você não precisa falar sobre ela. Você pode simplesmente ouvir" , disse ele ao New York Times .
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2ECONOMIA | AGRONEGÓCIO
Rafael Tenório anuncia novo investimento em Palmeira dos Índios e aposta no potencial do agro da região
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
5BASTIDORES DO PODER
Jornalista levanta questionamentos sobre negócios de sogro de JHC, Mario Cândia em Alagoas e cobra transparência