Curiosidades
Antes de ser jornalista, Renato Machado também foi ator; relembre
Ex-apresentador do 'Bom dia Brasil' fez peças e novelas nos anos 1960
Jornalista desde 1969, quando ingressou no Jornal do Brasil, Renato Machado, que também se dedicou às artes, fez parte do Teatro Oficina, em São Paulo. O ex-apresentador do Bom dia Brasil foi dublador e ator, atuando em montagens como "A Tempestade", de Shakespeare, e "Antígona", além de aparecer em várias produções televisivas.
Luto no jornalismo:
Em seu último post, ele comentou sobre sua trajetória.
Pouco depois da inauguração da TV Globo, Renato fez participações em "Rosinha do Sobrado" (considerada a primeira "novela das 7" da emissora, com apenas 50 capítulos) e "A Moreninha", ambas exibidas em 1965. Na Excelsior, integrou o elenco de "Sangue do Meu Sangue", de 1969. Por causa do tamanho dos papéis, não há registros dele em cena.
"O Renato me impressionava muito pela inteligência, era articuladíssimo, culto, informado, bacana, gente boa", disse a colega de cena Regina Duarte, em uma entrevista ao "Programa do Jô", em 2012, ao relembrar a carreira artística do jornalista.
A carreira
Ao longo de mais de quatro décadas no jornalismo da TV Globo, Renato Machado ocupou postos importantes. Além de comandar o Bom Dia Brasil, apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional em Londres e repórter especial. Participou de coberturas internacionais significativas, como a Guerra das Malvinas e o acidente na usina nuclear de Chernobyl.
"Para ser telejornalista, é necessário um acúmulo de conhecimento", disse ele em entrevista ao site do Memória Globo. "É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que erra".
Além do jornalismo, outra paixão de Renato era o vinho, tema de reportagens, documentários e projetos pessoais. Nos últimos anos, lançou um curso on-line sobre vinhos franceses. Em entrevista ao Estadão, contou que o interesse pela bebida começou na década de 1970, após ganhar o guia Hugh Johnson’s Pocket Wine Book, da qual chegou a escrever o prefácio da edição brasileira de 2008.
"O que me arrebatou, em um primeiro momento, foi a redação dos verbetes. Assim como diz um personagem de Eça de Queiroz, meu escritor preferido, eu sou um apaixonado pela bela frase. E por vinhos", declarou.
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