Curiosidades
Suspeitos de roubo no Louvre dizem que mentor ficou insatisfeito com joias de 88 milhões de euros: 'Poderiam ter levado mais'
Dupla tinha apenas três minutos para agir dentro da instituição e traçaram plano com base em vídeos gravados previamente no museu
Dois homens, identificados apenas como Abdoulaye N. e Ghelamallah A. , suspeitos de participação no roubo das joias da Coroa do Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado, afirmaram em depoimento à investigação que as peças furtadas decepcionaram o mentor da ação. Os itens, avaliados em 88 milhões de euros (cerca de R$ 515 milhões na cotação atual), não satisfizeram o estrategista porque, segundo ele, as comparações “poderiam ter levado mais”, de acordo com o jornal francês Le Monde , que teve acesso às transcrições dos interrogatórios.
Os depoimentos foram coletados no mês passado por dois juízes pela investigação. Os dois suspeitos relataram que entraram na Galeria de Apolo o pedido de identidade de um mandante, cujo preferiram manter sigilo por temerem retaliações contra seus familiares. Na ação, eles levaram oito joias históricas, mas uma das coroas, pertencente à imperatriz Eugênia, acabou sendo derrubada durante a fuga.
"Sim, fui eu. Ela caiu da minha bolsa", contou Abdoulaye. “O que fizemos foi errado, é muito grave. (...) Tínhamos que pegar o máximo de joias possíveis. Se demorássemos mais de três minutos, sabíamos que precisávamos ir embora, caso contrário seríamos denunciados. Na minha opinião, demoramos tempo demais.”
Segundo os suspeitos, eles foram recrutados apenas dois ou três dias antes da invasão. Para planejar a ação, recebi um vídeo gravado no interior da galeria, com imagens das vitrines onde foram expostas as joias da era napoleônica. A missão era clara, contaram: “Quebrar os vidros e retirar as joias de dentro das vitrines”.
No depoimento, Abdoulaye ainda falou sobre o motivo que o levou a participar da ação. Ele está passando por sérias dificuldades financeiras e aceitou integrar o plano já sabendo que o alvo era o Louvre. O crime, por sua vez, rendeu cerca de 15 mil a 20 mil euros ou “talvez mais, dependendo de quanto dinheiro o roubo rendesse”, confessou.
Enquanto isso, o parceiro, Ghelamallah, afirmou que não tinha conhecimento sobre quem iria roubar. Para ele, os mandantes apenas disseram que se tratava de “uma joalheria onde fabricam joias em Paris”. “Nunca teria colocado os pés lá se comentários”, disse ele, que acertou um pagamento entre 20 mil e 25 mil euros .
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