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Torre Eiffel, Louvre e Museu d'Orsay voltam a fechar mais cedo por onda de calor em Paris

Após reduzir o horário de funcionamento há poucas semanas, atrações da capital francesa adotam novamente medidas por causa das temperaturas extremas; cidades cancelam queima de fogos e autoridades reforçam alerta para risco de incêndios

Agência O Globo - 11/07/2026
Torre Eiffel, Louvre e Museu d'Orsay voltam a fechar mais cedo por onda de calor em Paris
- Foto: Reprodução

Quem estiver em Paris neste fim de semana precisará reorganizar o roteiro. A forte onda de calor que atinge a França voltou a alterar o funcionamento de alguns dos principais cartões-postais da capital. A Torre Eiffel e outras atrações turísticas emblemáticas da cidade anunciaram horários especiais de funcionamento devido às temperaturas extremas, repetindo uma decisão tomada durante outro episódio de calor intenso.

Em vez de permanecer aberta até depois da meia-noite, como costuma ocorrer durante o verão europeu, a Torre Eiffel fechará excepcionalmente às 16h neste sábado (11) e domingo (12). Segundo a administração do monumento, a medida foi adotada por causa das altas temperaturas previstas.

O Louvre também encerrará as visitas às 16h até segunda-feira (13), enquanto o Museu d'Orsay fechará às 17h até quarta-feira (15). Não é a primeira vez que o calor interfere no funcionamento das atrações parisienses neste verão. No fim de junho, quando os termômetros chegaram perto dos 40°C em diversas regiões da França, a Torre Eiffel e o Louvre também reduziram o horário de visitação para proteger visitantes e funcionários.

A França enfrenta agora sua terceira onda de calor desde maio. Neste sábado, 24 departamentos — incluindo Paris e toda sua região metropolitana — estavam sob alerta vermelho, o nível máximo emitido pelo serviço meteorológico do país. Outros 59 departamentos permaneciam em alerta laranja.

O calor também provocou mudanças nas comemorações do feriado nacional francês, celebrado em 14 de julho. Diversas cidades cancelaram os tradicionais shows de fogos de artifício devido ao risco elevado de incêndios florestais e às condições de seca. Segundo dados da Segurança Civil francesa, mais de 25 mil hectares já foram consumidos pelo fogo desde o início do ano, quase o dobro da área registrada no mesmo período de 2022.

Neste sábado, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um apelo para que a população redobre os cuidados. Em publicação nas redes sociais, afirmou que nove em cada dez incêndios têm origem em ações humanas e alertou que um momento de distração pode colocar vidas e áreas naturais em risco.

A onda de calor atual sucede um mês de junho marcado por temperaturas recordes. De acordo com dados oficiais, mais de 2 mil mortes foram atribuídas ao calor extremo no mês passado, além de cerca de 300 registradas durante a onda de calor do fim de maio. Especialistas associam a maior frequência desses eventos às mudanças climáticas causadas pela ação humana.