Curiosidades

Antonio Fagundes confirma que gravou várias versões da morte de Arthur Brandão em 'Quem ama cuida': 'Nunca morri tanto'

Ator conta que, entre as cenas rodadas, não há uma em que o personagem forja a própria morte

Agência O Globo - 10/07/2026
Antonio Fagundes confirma que gravou várias versões da morte de Arthur Brandão em 'Quem ama cuida': 'Nunca morri tanto'
Antonio Fagundes - Foto: Reprodução / Instagram

Antonio Fagundes em 'Quem ama cuida': Após 'Stranger Things', o seu personagem, Arthur Brandão, morreu, mas a novela segue girando em torno da morte dele, do famoso 'quem matou Arthur'. E há uma desconfiança de que foi uma armação; a morte dele foi suspeitíssima. Há chances de você voltar?

Olha, ele morreu, né. A não ser que eu... O Walcyr (Carrasco, autor) gosta dessas coisas. De repente, uma coisa meio espírita (risos). Ele já fez uma novela espírita, inclusive. De repente, pode voltar um fantasminha aí... Um flashback... não sei...

Mais Antonio Fagundes: Ouvi dizer que o autor escreveu oito versões da cena do crime. Você gravou isso tudo?

Nunca morri tanto na minha vida (risos).

Mas entre elas, há uma cena em que o Arthur forja a própria morte?

Pois é, faltou essa...

Como foi voltar às novelas seis anos depois? As coisas estão muito diferentes?

Estão diferentes. Está diferente por diversas razões. A principal é a tecnológica. Hoje em dia, temos uma tecnologia muito melhor, mais apurada, mas que exige mais tempo. E isso, para mim, é uma pena, porque eu acho que a grande vantagem da televisão é exatamente a rapidez. Nenhum ator americano se submeteria ao que a gente se submete todos os dias para gravar uma novela, mesmo com a lentidão de hoje.

A lentidão, você diz, é para finalizar processos?

É, porque a luz é mais elaborada. Antigamente, eram dois refletores e saíamos fazendo. Agora, tem uma lente que capta melhor a sua pele. Então, se puser aquela luz com essa lente sem ser caprichada, não tem pessoa que resista... porque aparece até o poro da pessoa. Então, tem que ser muito bem iluminado. Isso exige tempo. E as câmeras, atualmente, não são como as câmeras de antigamente, que estavam todas interligadas para fazer televisão rapidamente. Eram quatro câmeras ligadas a uma central, tinha um diretor de TV que ia cortando as imagens de uma câmera para outra. Então, aquilo já saía praticamente montado. Agora não. Essas câmeras são independentes. Então, isso daí faz com que demore um pouquinho. Disso eu não tenho saudade.