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Na torcida pelo hexa, Wagner Moura defende Ancelotti e pede Seleção fora da política

Em entrevista ao The Athletic, ator falou sobre a paixão dos brasileiros pela Copa do Mundo e disse que seus filhos querem ver o Brasil campeão

Agência O Globo - 19/06/2026
Na torcida pelo hexa, Wagner Moura defende Ancelotti e pede Seleção fora da política
Wagner Moura - Foto: Reprodução Redes Sociais

Em clima de Copa do Mundo e às vésperas do segundo jogo do Brasil na competição, o ator Wagner Moura falou ao público americano sobre sua paixão pelo futebol. Em entrevista ao site esportivo The Athletic, publicada pelo New York Times, ele comentou as expectativas para a Copa do Mundo de 2026, avaliou o momento da Seleção Brasileira e refletiu sobre o lugar que o futebol ocupa em sua vida afetiva, cultural e política.

Indicado ao Oscar de 2026 por sua atuação no filme “O agente secreto”, Wagner afirmou que a Copa do Mundo funciona como um “definidor de memórias” afetivas. O ator relembrou o período sem títulos vivido durante sua juventude até a consagração de 1994, quando viu o Brasil conquistar o tetracampeonato nos Estados Unidos. Agora, diz esperar que a próxima geração também possa viver essa emoção.

“Nasci em 1976, então cresci ouvindo meus pais e tios falarem sobre como o Brasil tinha sido grande. Aí, em 1994, finalmente vi por mim mesmo. Vi o Pelé chorando como comentarista. Esses momentos são lindos. A Copa do Mundo define memórias. E agora meus três filhos, que amam futebol, querem ver o Brasil ganhar uma na era deles. Querem a sexta estrela”, afirmou.

Direito à alegria

O ator demonstrou um otimismo cauteloso em relação ao torneio de 2026 e defendeu o direito à alegria e ao chamado “Joga Bonito”, citando como exemplo o atacante Vini Jr.

“Vejo o Vini Junior dançando e as pessoas dizem: ‘Bem, o Vini Jr. não deveria dançar, é desrespeitoso’. Não, isso é muito legal, cara. Dance... dance, cara”, disse.

Moura também afirmou preferir quando o Brasil chega à competição sem o peso do favoritismo absoluto. O ator defendeu ainda a contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti, primeiro estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

“As pessoas dizem: ‘Por que precisamos de um estrangeiro para treinar o Brasil?’ E eu acho que isso é uma grande bobagem. Ancelotti é um dos melhores treinadores da história moderna. Acho que é uma coisa boa”, declarou.

Wagner Moura também destacou que o torneio pode ser uma oportunidade para resgatar a camisa amarela como símbolo de união nacional, afastando-a das polarizações políticas da última década.

“Esta camisa não pertence à direita ou à esquerda. É um símbolo brasileiro”, afirmou.