Curiosidades

Bruno Gagliasso reflete sobre o impacto da pornografia em sua vida sexual

Em conversa com Maria Fortuna no videcast 'Conversa vai, conversa vem', ator fala sobre pressão masculina, autocrítica e a necessidade de desconstrução

Agência O Globo - 24/05/2026
Bruno Gagliasso reflete sobre o impacto da pornografia em sua vida sexual
Bruno Gagliasso - Foto: Reprodução

Bruno Gagliasso abriu o jogo sobre como a pornografia e experiências precoces influenciaram sua sexualidade. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videcast 'Conversa vai, conversa vem', o ator relatou como sua primeira experiência sexual, aos 13 anos, com uma garota de programa, foi marcada pelo machismo e deixou consequências em sua vida íntima.

"Foi um reflexo desse machismo. Fiquei super nervoso. Só tive consciência de que foi traumática depois de um tempo. Levaram uma garota de programa na minha casa e eu tinha obrigação de fazer sexo. Foi difícil, não foi legal. Fingi que foi bacana. É que nem os filmes, a pornografia é um exemplo claro disso", contou Gagliasso.

O ator destacou o impacto negativo da pornografia no imaginário masculino e como isso distancia o prazer da mulher: "Tive que reaprender a fazer sexo. Amor é troca, aprender junto. Achava que fazer sexo era o que via nos filmes. Impossível sentir prazer daquela maneira com aquela performance toda. Tudo muito errado, sou contra mesmo. Acho que tem que ter controle sobre isso. Moldou meu imaginário, que fui desconstruindo vivendo, descobrindo junto, tendo relações de troca de fato. Crescendo, lendo, trocando e fazendo muito amor. Na adolescência, você passa a duvidar se realmente gosta de fazer sexo. Porque não é prazeroso nem pra quem está performando. Pode ser pro ego... Depois que descobre como é bom fazer diferente..."

Sobre a pressão enfrentada por homens e mulheres, Gagliasso ressaltou: "Para a mulher é terrível. Para o homem, uma pressão danada... Para o homem também é ruim. As pessoas falam: 'Ah, porque homem brocha'. Isso porque demos um peso para isso... e porque queremos performar daquela maneira. É óbvio que vão ter momentos que vamos broxar. E se brochar, vai se culpar, achar que fraquejou. Reflexos desse machismo estrutural que a gente vê nos cursos por aí."

Ao ser questionado se já havia passado por situações de disfunção erétil, respondeu com sinceridade: "Claro! Óbvio que já brochei."

O ator também falou sobre sua postura diante de comportamentos machistas do passado. Em 2018, ele resgatou tweets antigos e pediu desculpas publicamente: "Piada homofóbica, por exemplo. Meus dois melhores amigos são gays, como vou fazer piada homofóbica? Fui, imaturo e reproduzi. É isso que não quero que meus filhos façam, educo para isso. Não tive educação. Precisamos nos colocar nesse lugar de que erramos mesmo. Isso é ser homem, pedir desculpa, reconhecer, assumir o erro."