Curiosidades
Bruno Gagliasso critica Juliano Cazarré em podcast: "Triste, feio, vergonhoso"
Ator comenta ideias do colega sobre masculinidade e destaca importância da escuta e da desconstrução
Bruno Gagliasso participou do podcast ‘Conversa vai, conversa vem’ e falou abertamente sobre sua visão quanto ao debate político e à masculinidade. O ator criticou a postura de parte da esquerda, admitindo que, muitas vezes, o progressismo se tornou intolerante:
“Acredito que uma certa superioridade moral e a certeza de estar com a razão por parte da esquerda tornou o progressismo intolerante? Acho, e me coloco como parte disso. Fico vendo quem está do outro lado. Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Não me sinto capaz de convencer... Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali. O que essas pessoas leem, escrevem, cantam? É inevitável pensar isso. Como a gente vai comunicar, se aproximar dessas pessoas, trazer para o lado de cá? Aí, são outros 500. Eu não consigo, não tenho diálogo. Depois de quatro, de tudo que foi comprovado? Não vou conversar com uma pessoa que faz curso para dizer o que é ser homem.”
Ao ser questionado sobre as ideias de Juliano Cazarré, Gagliasso foi enfático:
“Triste, feio, vergonhoso. E ficou mais grave, porque começou a mentir agora. A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso.”
Sobre masculinidade, Gagliasso defendeu o papel do homem como alguém disposto a ouvir e aprender:
“Penso que o nosso papel é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério. Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha.”
Ele também refletiu sobre a evolução da masculinidade e a importância de enfrentar comportamentos machistas:
“Já falei pra amigo: ‘Você está fazendo piada ridícula. Tenho filha, você também. Estou me sentindo desrespeitado’. Acho que estamos passando por uma evolução e, consequentemente, vem essa onda contrária, que é um alerta. Penso que quem está, de fato, se preocupando em ser homem e dar exemplo deve fazer o oposto do que estão fazendo. Me preocupa que essas pessoas geraram seis filhos. Como será essa educação? Realmente acham que na escola ensinam a colocar camisinha com a boca? Não é possível...”
Gagliasso ainda comentou sobre a importância de expressar sentimentos e quebrar paradigmas:
“Eu choro muito. E já chorei aqui, hoje, com você. Não estou tentando me controlar. Que homens são esses que não choram? Se ser homem é não chorar, eu não sou homem. Se ser homem é não usar uma roupa feminina, não sou homem, porque essa aqui é da minha mulher. Se ser homem é dizer para outros homens como se deve comportar, tratar uma mulher, não sou homem. E nem quero ser. Porque não é esse homem que quero ensinar para meus filhos. Quero mostrar que homem chora, que pode não se colocar no lugar de protagonista, que sente e deve colocar pra fora.”
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