Curiosidades
Bienal do Livro Bahia 2026 encerra edição histórica com 130 mil visitantes
Evento bate recorde de público e consolida crescimento no cenário nacional
A Bienal do Livro Bahia 2026 encerrou nesta terça-feira (21) sua edição mais robusta, registrando recorde de público com cerca de 130 mil visitantes no Centro de Convenções de Salvador ao longo de sete dias de intensa programação. Em 2024, o evento havia reunido pouco mais de 100 mil pessoas.
Além do crescimento no número de visitantes, a Bienal também ampliou em 25% a área destinada aos expositores em relação à edição anterior. Ao todo, 112 editoras participaram do evento, incluindo grandes grupos nacionais e selos regionais como Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Paralela, Trem Fantasma, Orama e Studio Palma, entre outros.
A programação foi marcada por mesas lotadas e nomes de destaque no cenário literário, como Itamar Vieira Júnior, Julia Quinn, Ailton Krenak, Raphael Montes e Socorro Acioli. Personalidades ligadas à Bahia, como Bethânia Pires Amaro, Elayne Baeta, Luciany Aparecida, Jean Wyllys, Bárbara Carine e Carla Akotirene, também tiveram participação expressiva.
“Essa edição consolida a Bienal Bahia”, afirma Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, responsável pela organização do evento e também da Bienal do Livro do Rio. “Mesmo sendo apenas a terceira edição desde a retomada, estamos realmente de volta ao calendário dos grandes eventos do país.”
Reconhecida como a terceira maior Bienal do Livro do Brasil, atrás apenas das de São Paulo e Rio de Janeiro, a edição baiana ficou nove anos fora do calendário, entre 2013 e 2022. O retorno estava previsto para 2020, mas foi adiado devido à pandemia.
“Desde a retomada, vemos um crescimento constante, conforme o planejado”, destaca Zaccaro. “Nesta edição, o grande diferencial foi a programação, que explorou as especificidades e a riqueza cultural da Bahia, projetando o estado para o mundo.”
Para os expositores, a Bienal superou as expectativas. Mariana Figueiredo, diretora executiva de comunicação e marketing da Companhia das Letras, aponta um crescimento de 30% em faturamento e volume em relação a 2024. Entre os títulos mais vendidos do grupo, os destaques foram “A cabeça do santo”, de Socorro Acioli, e “Jantar secreto”, de Raphael Montes.
“Tivemos o estande cheio todos os dias”, relata Figueiredo. “Esse aumento reforça a conexão do público com nosso catálogo e autores, com destaque para a forte presença das escolas, evidenciando o papel fundamental da formação e manutenção de leitores jovens.”
Na sua segunda participação como expositora, a HarperCollins registrou crescimento de 70% em relação à edição anterior. Segundo Daniela Kfuri, diretora de Marketing e Vendas da HarperCollins Brasil, os catálogos infantil e Young Adult foram os mais procurados, além de clássicos de autores como Tolkien, C.S. Lewis e Agatha Christie. Autoras de ficção cristã também se destacaram.
“A principal palavra que a Bienal do Livro Bahia 2026 deixa é: representatividade”, define Kfuri. “O evento está focado em afirmar identidades, e o público quer se enxergar nas obras, nos autores e na programação. Houve grande procura por sessões temáticas, com ênfase em pautas LGBTQ+, autores locais e autores negros, que brilharam nos debates e conquistaram o público.”
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