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Lollapalooza: Blood Orange transita do R&B ao pop experimental em show com instrumental exuberante

Artista inglês faz apresentação dançante e conquista público que celebrou suas canções com entusiasmo

Agência O Globo - 20/03/2026
Lollapalooza: Blood Orange transita do R&B ao pop experimental em show com instrumental exuberante
Blood Orange - Foto: Reprodução / Facebook

Com cerca de 10 minutos de atraso, o inglês Dev Hynes, conhecido como Blood Orange, subiu ao palco Budweiser do Lollapalooza. A apresentação teve início com a introspectiva faixa “Saint”, diante de uma plateia atenta e curiosa — muitos, a julgar pelos trajes, aguardavam Sabrina Carpenter, que se apresentaria no mesmo palco ao final da noite.

Alternando entre R&B e uma vertente de pop experimental, Blood Orange envolveu o público e demonstrou sua versatilidade. Um dos momentos marcantes foi quando Hynes surgiu com um violoncelo para executar uma versão de “How Soon Is Now”, clássico do The Smiths, levando a plateia a vibrar e bater leques no ar em reverência.

Durante o show, Hynes transitou entre guitarra, violoncelo e teclados, enquanto os vocais principais ficaram a cargo da talentosa dupla Eva Tolkin e Ian Isiah.

No dia anterior, Blood Orange já havia se apresentado em São Paulo, no histórico Cine Joia, em um clima mais intimista. No Lollapalooza, porém, predominou a atmosfera dançante, evidenciada pela energia de “Best to You”, faixa de apelo pop.

Reservado nas palavras, Dev Hynes apresentou uma canção “antiga”, como definiu, e emendou “Bad Girls”, música composta em parceria com Solange Knowles, irmã de Beyoncé, reforçando sua atuação como produtor.

O instrumental foi o grande destaque da apresentação, especialmente em “Charcoal Baby”, onde guitarra, baixo e bateria sobressaíram. Os vocalistas também se destacaram, dançando pelo palco durante os longos intervalos instrumentais.

A voz de Dev Hynes ganhou protagonismo apenas na última música, “Champagne Coast”, sua faixa mais conhecida nas plataformas digitais. Nesse momento, o público ergueu celulares para registrar a performance, enquanto o telão exibia o início do pôr do sol, criando um encerramento visualmente marcante para o show.