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Brasil sobe para a 8ª posição entre os maiores mercados fonográficos do mundo

Relatório anual indica que a indústria musical no país alcançou quase R$ 4 bilhões em arrecadação em 2025, crescimento de 14,1% em relação a 2024

Agência O Globo - 18/03/2026
Brasil sobe para a 8ª posição entre os maiores mercados fonográficos do mundo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil avançou da 9ª para a 8ª colocação entre os maiores mercados fonográficos do mundo em 2025, ficando em segundo lugar no ranking global da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). O destaque aparece no relatório anual divulgado nesta quarta-feira pela Pro-Música Brasil, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do país.

De acordo com o estudo, o setor fonográfico nacional registrou um faturamento total de R$ 3.958 bilhões em 2025 — um crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior. Nos últimos cinco anos, o mercado brasileiro iniciou uma trajetória de crescimento consistente, superando a mídia global.

O aumento do número de assinantes de plataformas de streaming foi o principal motor desse avanço, com o segmento digital respondendo por R$ 3,4 bilhões do total — alta de 13,2% nas receitas digitais em comparação com 2024.

O relatório da Pro-Música também destaca o crescimento relevante na arrecadação de direitos de execução pública para produtores, artistas e músicos. Já as vendas físicas continuaram representando menos de 1% da receita total do setor, mas tiveram uma expansão de 25,6% em 2025, impulsionadas principalmente pelo aumento na venda de discos de vinil.

Os dados do mercado brasileiro foram divulgados simultaneamente aos números nacionais anunciados pela IFPI. Em 2025, o mercado fonográfico mundial cresceu 6,4% em faturamento — abaixo do desempenho brasileiro —, com o streaming sendo o principal responsável pela expansão.

"É um resultado consistente com o desempenho da região latino-americana, que vem apresentando índices consistentemente mais altos de expansão do setor fonográfico do que a média mundial. Em 2025, foi uma região com maior crescimento percentual no mundo", analisa Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil.