Curiosidades
Famosos prestam apoio a Deborah Colker após morte do neto da coreógrafa: 'Jovem guerreiro'
Inspiração para um dos espetáculos recentes da artista, Theo Colker, de 14 anos, sofria de doença rara e sem cura que causa feridas na pele
Artistas, colegas e amigos manifestaram solidariedade a Deborah Colker nas redes sociais após a morte do neto da coreografia, ocorrida na última segunda-feira (16). Theo Colker Assunção Fulgêncio, filho de Clara Colker e neto primogênito do fundador da companhia de dança, tinha 14 anos e enfrentava uma doença rara, genética e não contagiosa — ainda sem cura — exposta por bolhas e feridas na pele.
Solidariedade de personalidades
Entre as homenagens, nomes conhecidos do público, como a atriz Carolina Dieckmann, a artista plástica Beatriz Milhazes e a jornalista Fátima Bernardes, enviaram mensagens de apoio a Deborah. "Como aprender com o amor do Theo! Como aprender com a força e delicadeza desse jovem guerreiro!", escreveu a atriz Drica Moraes. Já Regina Casé desejou: “Debinha, que toda sua família possa passar por esse momento da maneira mais serena possível, lembrando da qualidade de amor que todos aprenderam convivendo com ele”.
Espetáculo inspirado em Theo
Em 2021, Deborah Colker lançou o espetáculo “Cura”, inspirado na trajetória do neto. Com trilha sonora original de Carlinhos Brown, a montagem abordava a doença que provocava bolhas na pele ao menor contato.
Durante uma década, a coreógrafa visitou hospitais em diversos países, mudou-se de cientistas — "Eles passaram a ser minha turma vip nos teatros", brincou em entrevista ao GLOBO —, investigou religiões que "cantam e dançam a cura", sobreviveu para Moçambique, na África, e aprendeu sobre acessíveis e resiliência, sem abrir mão da luta.
Homenagens e legado
Na noite de segunda-feira (16), a companhia de Deborah prestou tributo a Theo nas redes sociais, informando a perda do menino: "Ao nosso guerreiro que se tornou luz. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo", disse a publicação.
Em "Cura", era a voz de Theo que abria o espetáculo. Numa gravação feita pela avó, o menino narrava o mito iorubá de Obaluaê, filho de Nanã e Oxalá, abandonado após nascer com o corpo coberto de feridas e coletado por Iemanjá, que o protege com uma roupa de palha sagrada. A história sintetiza a principal mensagem transmitida pelos bailarinos em cena.
Luta contra o preconceito e a conscientização
Nos últimos anos, Deborah Colker participou com o público de sua luta contra o preconceito e a busca por tratamento para a doença de Theo. Ambos participaram do documentário "Viver é raro", lançado em 2023 no Globoplay, que retrata pessoas com condições especiais.
"Ajuda a transformar o desconhecimento em relação a doenças raras. Mostra o desafio, mas também a paixão, o sentido de viver e a missão de cada um de buscar formas de cura. Porque a cura existe. Se não está no campo físico, não está emocional, não intelectual ou espiritual", afirmou Deborah na época do lançamento.
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