Curiosidades

'Continuamos marcando hora para transar', diz Lázaro Ramos sobre casamento com Taís Araújo

Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast 'Conversa vai, conversa vem', o ator fala da relação com a mulher em meio à rotina com os filhos

Agência O Globo - 13/03/2026
'Continuamos marcando hora para transar', diz Lázaro Ramos sobre casamento com Taís Araújo
'Continuamos marcando hora para transar', diz Lázaro Ramos sobre casamento com Taís Araújo - Foto: reprodução

Lázaro Ramos abriu o coração sobre a rotina familiar e o casamento com Taís Araújo durante entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast 'Conversa vai, conversa vem'.

Conciliação entre trabalho e família

Nessa correria de trabalho, ainda sobra tempo para os filhos? João Vicente está entrando na pré-adolescência, que não é um momento fácil.

"Não, não é um momento fácil. Mas o tempo que a gente está em casa, estamos juntos. Mantemos a rotina de levar para a escola todos os dias, não tem transporte escolar. É um momento preservado", contou Lázaro.

"Acordar às sete da manhã... Taís ainda é mais disciplinada que eu. Ela acorda antes, vai para a academia às 6h e volta às 7h para levar os filhos. Temos muito prazer em estar com eles. Nosso lazer é com eles o tempo todo. Mesmo com a correria da vida de trabalho, o tempo que estamos juntos é prazeroso e é com eles."

"Eu, por exemplo, não abro mão de jantar junto, todo mundo na mesa, ninguém pode sair até o último terminar. Mantenho isso: muita conversa, aquele papo gostoso."

Novos rituais em família

"Essa semana, inaugurei com a Maria uma coisa sensacional, estou tão feliz! Sabe o que é? Na hora de dormir, levo meu celular e coloco MPB, ela está curtindo. A gente ouve música, ela lê um livro. Aí, uma hora eu falo: 'Amor, vamos dormir'. Antes de dormir, mais um papinho e ela pega no sono. São esses rituais que eu acho que mantêm a gente unidos. Que delícia."

Relacionamento a dois

Questionado sobre a vida a dois, Lázaro foi direto: "Continuamos marcando hora para transar. Taís fala assim: 'Hoje, a gente vai jantar, só nós'. As crianças reclamam e ela diz: 'Vou sair com o meu namorado!'. Fica aquela briga. Eles ficam revoltados."

Afetividade e desafios

Quando Taís esteve no mesmo videocast, revelou que sempre precisou perseguir o amor, pois nunca era a escolhida. Lázaro comentou como a questão do amor para o homem negro também é complexa:

"Minha experiência foi a de ser minoria num colégio particular. Só tinha mais uma pessoa negra, que não gostava de andar comigo, talvez por medo de estigmatizar. Era uma profunda solidão. Tinha os famosos bailes de debutante. Sempre fiquei triste porque nunca fui cadete. Todo mundo namorava e eu era o amigo que armava o namoro para o outro. A afetividade demorou. Perder a virgindade demorou..."

"Foi com 18 anos. Ser considerado bonito, desejável, demorou. Fui ficando numa ostra. Era ótimo aluno, mas os hormônios se mexendo, morto de desejo, com um monte de paixão platônica. Nas poucas vezes em que tive coragem de me declarar, fui rejeitado. Aí, vou para a escola pública e para o teatro, que me deu autoestima. Encontro pessoas com outra cabeça, começo a namorar e dar beijo na boca. Fui salvo. Mas ainda assim eram relacionamentos esporádicos. Claro que para a mulher negra é mais difícil. Vejo isso no dia a dia e nas minhas conversas de juventude, nas preferências na formação do desejo, quem era considerada bonita, na hora de assumir, andar de mãos dadas."