Curiosidades
Cinzas dos Mamonas Assassinas serão transformadas em árvores no BioParque de Guarulhos
Iniciativa da família dos integrantes dará origem ao Memorial Mamonas, no Cemitério Primaveras, na cidade natal da banda
As cinzas dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, vítimas do acidente aéreo de 1996, serão utilizadas como substrato para o plantio de árvores no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A cerimônia, marcada para a tarde desta sexta-feira (27), ocorre às vésperas dos 30 anos da tragédia.
A ação conta com o apoio das famílias de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. Após a exumação, os restos mortais dos músicos foram cremados, e as cinzas passaram a compor sementes de espécies nativas da região. O acompanhamento das árvores será feito por uma equipe especializada, simbolizando um ciclo de 'renascimento' da banda.
O evento é restrito ao público, mas a realização foi confirmada. O futuro Jardim BioParque Memorial Mamonas ficará atrás dos túmulos originais dos músicos, que serão preservados e continuarão abertos à visitação.
Apenas parte das cinzas de cada integrante será utilizada, permitindo que cada um dê origem a uma árvore identificada individualmente, com totens e QR Codes que direcionam para fotos, vídeos e relatos sobre a banda. As espécies escolhidas incluem ipê amarelo, jacarandá e sibipiruna. O objetivo é transformar o local em um ponto de encontro para fãs e visitantes.
Relembre o acidente
Na noite de 2 de março de 1996, o avião que transportava os Mamonas Assassinas colidiu com a Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo, após uma tentativa frustrada de pouso no Aeroporto de Guarulhos. O grupo retornava de um show em Brasília.
Durante a aproximação, a aeronave precisou arremeter devido à distância inadequada. O piloto deveria executar uma curva à direita, mas a tripulação realizou a manobra à esquerda, levando à colisão fatal com a serra.
Estavam a bordo o vocalista Dinho (Alecsander Alves), Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, além de membros da equipe e tripulação. Não houve sobreviventes.
O grupo lançou apenas um álbum, em junho de 1995, alcançando sucesso nacional e conquistando o público jovem. O último show, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, reuniu cerca de 4 mil pessoas.
A tragédia ganhou grande repercussão nos jornais e telejornais do país, levantando questionamentos éticos sobre a cobertura televisiva. O velório ocorreu no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, e reuniu cerca de 30 mil pessoas, com mais de cem mil acompanhando o cortejo até o cemitério.
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