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Luiz Guilherme Niemeyer promete nome forte para Copa em maio e relembra show de Lady Gaga: ‘Se parasse para pensar, dava vertigem’

Agência O Globo - 04/01/2026
Luiz Guilherme Niemeyer promete nome forte para Copa em maio e relembra show de Lady Gaga: ‘Se parasse para pensar, dava vertigem’
Luiz Guilherme Niemeyer - Foto: Reprodução / Instagram

Nome por trás de shows de Lady Gaga e Madonna no Rio, entre outros grandes eventos, jovem empresário fala de novas produções, do trabalho com o pai, Luiz Oscar Niemeyer, do namoro com Alice Wegmann e da volta do Canecão: ‘A partir de agora a coisa vai andar’

Sócio-diretor da Bonus Track (empresa que trouxe ao Rio de Janeiro para um show na Praia de Copacabana para 2,1 milhão de pessoas em maio passado) e criador da Todo Mundo no Rio (plataforma que trará outras atrações internacionais de igual quilate para a praia por mais três anos), Luiz Guilherme Niemeyer, de 31 anos, pode dizer que teve um 2025 e tanto.

Sarajane:

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Além de Gaga (que superou os números de em Copa em 2024, outra façanha da Bonus Track), ele realizou uma terceira edição do Doce Maravilha com um dia a mais de duração, e um total de 45 mil pessoas nos três dias de festival. E, dessa vez, não choveu, como nos anos anteriores do DM (famoso por um primeiro ano em que a tempestade atrasou para a madrugada o show de cantando o LP “Transa”).

— Diria que a chuva na segunda edição foi essencial para mostrar que o esforço que a gente fez (de aprimorar a estrutura do festival) se provou eficiente — diz Luiz, que ainda foi responsável em 2025 por turnês pelo país como as de Ben Harper e Donavon Frankenreiter, Ca7riel & Paco Amoroso (uma aposta que vingou, já que ), Adriana Partimpim (a versão infantil de ), 50 e celebrando 25 anos do “Acústico MTV”. — Foram mais de 200 mil ingressos vendidos, o Capital é realmente uma máquina de fazer shows!

Para o empresário, Lady Gaga “foi um PhD de produção, em vários aspectos”.

— Foi uma coisa assim meio como escalar (montanhas). Se olhar para baixo, você tem vertigem e cai. Lady Gaga tinha um pouco disso, se a gente parasse para pensar a dimensão do que estava fazendo, podia dar uma vertigem — compara ele, que trabalhou em seu primeiro show internacional, “como assistente do assistente”, em 2012, no Stevie Wonder que o pai, Luiz Oscar Niemeyer, levou para a Praia de Copacabana. — Trabalhei um ano inteiro para a Gaga e tudo acabou em duas horas, deu um vazio. Na segunda-feira, eu já estava no escritório, porque você sai dali com tanta conclusão, com tanto insight, que precisa canalizar aquilo em algum lugar.

A repercussão internacional de Gaga in Rio foi impressionante.

— Um mês depois do show, eu fui à Europa a trabalho. Peguei um táxi e lá os taxistas normalmente falavam sobre o futebol, perguntavam sobre o Ronaldo e o Neymar. Mas, quando eu falei que era brasileiro, o taxista falou: “Ah, e a Lady Gaga?” Para mim, aquilo foi uma confirmação de que esse show rompeu a bolha da mídia internacional — orgulha-se

Ele sabe que o sarrafo para o Todo Mundo no Rio em 2026 está alto.

— A gente está trabalhando num nome legal, as negociações estão andando. A gente está em dia com o nosso planejamento. Este ano (2025, quando foi feita esta entrevista), a gente anunciou o nome no final de fevereiro, para 2026 o planejamento é mais ou menos esse — adianta. — Como a gente fez Madonna e Lady Gaga, que são duas divas pop, acaba que o público pede muito isso. Mas tem o pessoal que pede rock, que pede até k-pop... enfim, pedem de tudo.

Debilitado, guitarrista do Queen desabafa em mensagem de fim de ano:

Luiz Guilherme Niemeyer costuma trabalhar oito horas por dia no escritório da Bonus Track, no Rio, e eventualmente vai a Londres ou a Los Angeles (“onde ficam as agências dos artistas”) e, desde o ano passado, um pouco mais a São Paulo. Tudo por causa do “terceiro pilar” de sua operação (depois de Todo Mundo no Rio e Doce Maravilha), que é o Primavera Sound, festival espanhol de pop e rock alternativo, que volta ao Brasil após um hiato de dois anos (ele acontece em dezembro, em São Paulo, no Autódromo de Interlagos).

Depois de uma edição com a Live Nation (2022) e outra com a Time For Fun (2023), agora chega a vez de o Primavera Sound São Paulo ser pilotado por Luiz Guilherme, com a Bonus Track. O festival, que acontece em dezembro também em Buenos Aires, deve ter a programação geral anunciada por volta de março ou de abril.

— A gente ficou um bom tempo em negociação com o Primavera em 2025, agora estamos trabalhando a todo vapor para contratar os artistas e fechar os patrocínios — diz. — Fizemos esse acordo com os espanhóis e a gente acredita muito nesse festival, ao qual eu já tinha ido como público em 2018 e que foi uma referência para mim na construção do Mita, que é o nosso festival (o Mita fez uma pausa em 2024). O Primavera não é aquele festival de 100 mil pessoas por dia, mas todos os artistas têm uma importância muito semelhante dentro da construção do line up.

O “quarto pilar” da operação de Luiz Guilherme é o Canecão, que fechou em 2010 e volta totalmente remodelado em 2027 — no mesmo local, só que mais recuado, com uma esplanada para a dispersão do público, e uma casa de espetáculos para seis mil pessoas.

'Já pode chorar':

Foi no Canecão que o empresário viu o primeiro show de sua vida, de , quando era criança, no começo dos anos 2000.

— Existia um projeto referencial que a gente foi adaptando ao nosso gosto, ao que a gente tinha pensado para a casa. A aprovação desse novo projeto demorou um tempo, e depois disso foi basicamente (o tempo da liberação das) licenças de obra, que saíram duas semanas atrás (ou seja, no começo de dezembro). A partir de agora a coisa vai andar — conta ele, prometendo que serão preservados um mural de Ziraldo e a madeira do palco original. — A gente quer que seja o mesmo palco do antigo Canecão e vai tentar reproduzir um pouco a memória afetiva da casa. Por isso, a gente vai fazer em baixo do novo Canecão um museu que vai trazer essa memória, com acervo do Ricardo Cravo Albin.

Não bastasse tudo isso, o moço ainda é, há alguns meses, o namorado da atriz . É uma longa história, já que os dois se conhecem desde crianças.

— A gente se encontrava nas festinhas na adolescência e depois estudamos juntos na PUC, fizemos o mesmo curso de Comunicação. Nessa época, a gente não chegou a flertar muito, não. Eu admirava ela, o trabalho dela e tudo, e acho que ela me admirava. A gente trocava ideia de vez em quando por mensagem, mas nunca teve nada. Mas, como a gente volta e meia se encontrava em lugares, e estava se paquerando, um dia rolou — conta.

E rolou justamente em maio, na plateia de Lady Gaga em Copa:

— A melhor parte do show, para mim, foi essa! — brinca Luiz Guilherme. — A Alice estava gravando novela (“Vale tudo”), eu estava no meio da produção da Gaga, então a gente não tinha brecha. Na hora do show foi quando todo mundo parou tudo e a gente conseguiu se encontrar.

Desde então, os dois não se desgrudam. Foram para os Estados Unidos para ver jogos do Fluminense (um amor em comum do casal) no Mundial de Clubes e, depois do fim das gravações de “Vale tudo”, conseguiram alguns dias para uma viagem romântica ao deserto de Atacama, no Chile.

— Sou um homem apaixonado — resume.

Parceria com o pai

Sobre trabalhar com o pai, Luiz Oscar — o homem do Hollywood Rock, o cara que trouxe pela primeira vez ao Brasil, em 1990, e que depois, além de trazê-lo de volta muitas vezes, ainda pôs para tocar na Praia de Copacabana, em 2006 —, Luiz Guilherme acha que eles fazem “uma boa dupla”.

— Volta e meia, ele fala que vai se aposentar, mas ele também não consegue parar. É claro que é tem o desafio ali de trabalhar com o pai, né? Ele acaba exigindo muito mais de mim, mas também acabou mudando um pouco — analisa ele, que costuma concentrar seu trabalho para a Bonus Track na relação com os patrocinadores. — A gente tem uma relação boa com as marcas, que são essenciais para esses projetos. E, mais do que todos, para o Todo Mundo no Rio, em que a gente não vende ingresso, é um projeto que se paga 100% com patrocínio.

Luiz Guilherme avisa que “em algum momento de 2026, a gente vai ter algumas turnês”, ainda não anunciadas, rodando pelo Brasil. E há sempre a possibilidade de Paul McCartney voltar (em 2024, fez 16 shows com a Bonus Track pelo Brasil).

— Toda vez que a gente traz o Paul, quando abre uma venda, ela esgota em uma hora, em 50 minutos. É um beatle vivo, você nunca sabe qual a oportunidade de vê-lo novamente. Para mim, ele é o maior artista vivo hoje em atuação — define Luiz Guilherme. — A gente está sempre em contato com o empresário dele, que também empresaria outros artistas com os quais a gente trabalha. Então, quando tem algum movimento do Paul, a gente logo fica sabendo.