Cultura Pop
Atores de 'Star Trek' e 'X-Men' lamentam morte de Patrick Stewart
Presidente dos Estúdios Marvel lembra 'senso de humor extremamente aguçado'
Atores de 'Star Trek' e de 'X-Men' lamentaram, nesta terça-feira (29), a morte de Patrick Stewart, famoso por interpretar o capitão Picard na série de TV e o professor Charles Xavier, mentor dos heróis mutantes nas adaptações cinematográficas da Marvel. O ator britânico faleceu em decorrência de complicações da doença de Alzheimer.
William Shatner, o primeiro comandante da nave Enterprise em 'Star Trek', homenageou seu sucessor nas redes sociais. “Do palco à ponte de comando da Enterprise, ele trouxe inteligência, elegância e um profundo senso de humanidade a tudo o que fez”, escreveu o ator canadense, que interpretou o capitão Kirk. “O capitão Picard representava o que há de melhor em nós, assim como o homem que o interpretou. Eu nutria um grande carinho e admiração por ele e pelo seu trabalho.”
George Takei, que interpretou Hikaru Sulu na série original, usou a plataforma Bluesky para prestar sua homenagem a Stewart. “Ele inspirou toda uma nova geração de sonhadores que olhavam com esperança para um futuro mais brilhante para toda a humanidade”, publicou. “Nossos corações estão, de fato, pesados. Descanse nos céus, capitão.”
Hugh Jackman, colega de Stewart em 'X-Men' e intérprete de Wolverine, recorreu ao Instagram para comentar sobre o legado do ator. “Perdemos hoje um dos grandes nomes do palco e das telas. E, para mim, um amigo e um homem extraordinário. Aprendi muito com ele. Sentirei sua falta, Patrick Stewart, por todos os dias da minha vida.”
O presidente dos Estúdios Marvel, Kevin Feige, descreveu Stewart em um comunicado como “brilhante, encantador, caloroso, generoso, dotado de uma força serena e grande dignidade”. Ele lembrou que, fora dos sets, o ator britânico possuía "um senso de humor maravilhosamente aguçado".
Nascido em 13 de julho de 1940 na pequena vila industrial de Mirfield, na Inglaterra, Stewart foi o caçula de três filhos de um veterano militar britânico que se tornou trabalhador braçal e de uma operária de fábrica têxtil. Em um artigo ao jornal britânico The Guardian, em 2009, ele descreveu sua infância como "mal tolerável", marcada pelo alcoolismo e pela violência doméstica.
O teatro foi um refúgio para Stewart, que aos 12 anos interpretou Shylock na peça "O mercador de Veneza", de Shakespeare, e começou a atuar em grupos de teatros locais. “O palco era um lugar muito mais seguro para mim do que qualquer coisa que eu tivesse que enfrentar em casa; ele oferecia uma válvula de escape. Eu podia ser outra pessoa, em outro lugar, em outro tempo”, disse o ator ao Guardian.
Stewart interpretou diversos personagens marcantes de Shakespeare, como Macbeth, Otelo e Marco Antônio. Ele conquistou dois prêmios Laurence Olivier — em 1979, por "Antônio e Cleópatra"; e em 2009, por "Hamlet" — além de um Grammy, em 1996, pelo álbum infantil narrado "Prokofiev: Pedro e o Lobo". Seu último grande papel no teatro foi em 2016, quando interpretou Hirst na peça "No Man’s Land", de Harold Pinter, no Wyndham Theatre, em Londres. Em 2023, lançou seu livro de memórias, intitulado "Making It So".
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