Cultura Pop

Sabrina Sato, Manzar Feres e Andressa Martins debatem relevância em festival de publicidade

Na ESPM, em São Paulo, apresentadora e executivas discutiram credibilidade, reinvenção e o que sustenta uma carreira além da exposição nas redes sociais

Agência O Globo - 28/10/2026
Sabrina Sato, Manzar Feres e Andressa Martins debatem relevância em festival de publicidade
Sabrina Sato - Foto: Reprodução

O que faz uma personalidade continuar relevante depois de mais de duas décadas de exposição? Para Sabrina Sato, a resposta passa por constância, trabalho e conexão com o público. A apresentadora participou de uma conversa com Manzar Feres, diretora-geral de Negócios da Globo, e Andressa Martins, CEO do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, nesta segunda-feira (26), na ESPM, em São Paulo. O encontro integrou a edição que celebra os 50 anos do festival, sob o tema “A Era da Relevância”.

Ao revisitar sua trajetória, Sabrina falou sobre as oportunidades abertas pela internet e os desafios de transformar visibilidade em uma relação duradoura com a audiência.

“A internet ajudou a democratizar essa história da fama, de você fazer o seu conteúdo, ter sua independência. Mas isso não quer dizer que você tenha relevância. A relevância é algo que você conquista através de muita constância, de muito trabalho”, afirmou.

A apresentadora também relacionou a permanência na televisão à confiança construída ao longo dos anos. Ao lembrar sua passagem por diferentes emissoras e a chegada à Globo, disse perceber mudanças na maneira como seu trabalho é recebido pelo mercado.

“Eu acho que a relevância está muito ligada à credibilidade, a essa conexão do público com você. Eu sinto que todo mundo acompanha todas as fases da minha vida”, disse.

Para Manzar, a trajetória de Sabrina demonstra como uma personalidade pode se reinventar sem perder as características que a aproximaram das pessoas. A executiva destacou que mudanças de formato, linguagem e plataforma precisam fazer sentido dentro da história de cada profissional.

“Essa reinvenção é importante e, ao mesmo tempo, você tem que manter uma essência. Essas mudanças não podem ser bruscas, porque foi sendo construída uma marca a cada momento com você”, afirmou.

Manzar também chamou a atenção para o trabalho que acontece fora das câmeras. Segundo ela, a construção de uma carreira envolve equipes, planejamento e uma estrutura que ajuda a transformar talento em projetos consistentes.

Na discussão sobre a descoberta de novos nomes, a executiva defendeu o papel da televisão e destacou a troca com as plataformas digitais. “Se a pessoa não tem talento, não é a TV que vai forjar aquele talento”, disse. Para ela, as redes ampliaram os espaços de descoberta e também passaram a apresentar profissionais que chegam aos conteúdos da Globo.

A conversa avançou para o futebol feminino. Manzar falou sobre os planos de conectar a cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027 às histórias das atletas, com a participação de Sabrina. A apresentadora demonstrou interesse em explorar a vida das jogadoras para além dos resultados em campo.

“Eu quero que todo mundo saiba o que cada uma gosta de fazer, quem é ela, quem é a mãe dela, por que virou jogadora de futebol, qual é a história dessa jogadora”, afirmou Sabrina.

À frente da conversa, Andressa trouxe a distinção que orientou o painel: “Existe uma diferença enorme entre ser visto, ser reconhecido e ser relevante”.

A CEO também apontou Sabrina como uma representação dos temas discutidos no encontro, pela capacidade de atravessar diferentes momentos do entretenimento e manter a proximidade com o público. Ao longo do painel, essa trajetória serviu de ponto de partida para discutir como televisão, redes sociais e publicidade participam da construção de uma carreira.

Para Melly Ramalho, assessor de imprensa do evento pela Nexxt PR, o debate também traduz um desafio cotidiano da comunicação. “A visibilidade abre portas, mas a credibilidade se constrói com tempo e consistência. Nosso trabalho é identificar histórias que façam sentido para a imprensa e para o público, preservando a identidade de quem estamos representando.”