Cultura Pop
Corpo da atriz Clodd Dias, de 'As five', será velado em São Paulo; atriz morreu aos 49 anos
A morte foi confirmada pela agência da artista
Morreu nesta quinta-feira, dia 7, a atriz Clodd Dias, de 49 anos, conhecida por atuar nas séries "As five", do Globoplay, e "Manhãs de setembro", do Prime Video. Por meio das redes sociais, a agência da atriz confirmou o falecimento. “Descanse em paz, Clodd Dias”, publicou a Agência Jabuticaba no Instagram.
A causa da morte não foi revelada. O velório e o sepultamento estão marcados no Cemitério da Vila Formosa, na cidade de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, dia 8, conforme informou a revista Quem.
Quem foi Clodd Dias
A atriz nasceu em Itapetininga, no interior de São Paulo. Aos 14 anos, começou a ter contato com as artes. Após se mudar para a capital paulista, ingressou no Teatro Escola Célia Helena, onde se formou em 2001.
Ao longo da carreira, Clodd participou de peças como "Entrega para Jezebel", "Mãe de Santo", "A mulher que digita", "Esperando Godot" e "Negrinha". No audiovisual, esteve nas séries "Ayô" (2025) e "Notícias populares" (2022), além dos filmes "Rodeio Rock" (2023), "O clube das mulheres de negócios" (2022) e "Dois mais dois" (2021).
Ainda neste ano, ela participou do espetáculo "O céu fora daquela janela", no Sesc Vila Mariana.
Em seu perfil no Instagram, o jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado prestou uma homenagem à atriz, que também era cantora, poetisa e dubladora.
“Uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira. Como uma tigresa, ela inventou o seu lugar. Tive a honra de poder ter lhe concedido, em vida e no palco emblemático do Theatro Municipal, o Prêmio Arcanjo em 2021, quando ela e Divina Nubia receberam o troféu em Streaming TV pela atuação na série 'Manhãs de setembro', ao lado de Liniker, um marco na representatividade trans na TV”, declarou.
Já Ruy Cortez, diretor de teatro, descreveu a artista como um “talento nato e absoluto”.
“Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa, mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país que não valoriza seus artistas, pior, os maltrata com absoluto desinteresse. Clodd sempre lutou por condições de dignidade para si. Triste quando constatamos que, mais uma vez, falhamos. Clodd era uma artista visceral. Desde o tempo da escola, era tida como um talento nato, absoluto. Que os deuses a acolham, recebam em puro amor.”
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