Cultura Pop
Theatro Municipal do Rio lança maquete tátil para o público
Projeto ainda prevê mais duas peças: uma representando a fachada do espaço e outra mostrando tela famosa
O Theatro Municipal do Rio lançou maquete tátil para os frequentadores que possuem deficiência visual. A miniatura representa, em modelo tridimensional, o palco da sala de espetáculos. A peça reproduz fielmente em escala as características internas do espaço, permitindo que os visitantes toquem e sintam a volumetria, as proporções e detalhes ornamentais.
Quem visita o Theatro Municipal poderá tocar na miniatura, que faz parte do acervo permanente da casa. O público terá acesso à novidade tanto por meio de visitas guiadas quanto em dias de espetáculo.
Para Bárbara Ottero, Chefe do Gabinete e Chefe do Setor Educativo do Theatro Municipal, a maquete permite traduzir em texturas e formas o que antes dependia apenas da descrição verbal, oferecendo autonomia e uma conexão emocional mais profunda para os visitantes cegos ou com baixa visão.
"A maquete tátil muda completamente a nossa dinâmica de mediação. Ela materializa o invisível para quem não pode ver, permitindo que o visitante crie um mapa mental real da nossa sala de espetáculos. Mais do que explicar a história, agora conseguimos fazer com que o público sinta a história e a grandiosidade do Municipal na palma das mãos", destaca Bárbara.
Além da primeira maquete, o projeto ainda prevê mais duas peças: uma que representará a área externa, que retrata a arquitetura geral do prédio, e a maquete do icônico pano de boca (tela que ocupa toda a entrada da sala), que reproduzirá minuciosamente as texturas de uma das peças artísticas mais famosas do teatro.
Segundo Raquel Villagrán, coordenadora do Cedoc do Theatro, o projeto se preocupou em representar fielmente os espaços em forma de miniatura.
"Nosso papel foi abrir os arquivos históricos, plantas e checar cada registro ornamental para garantir que a maquete fosse uma extensão legítima do prédio original. Traduzir o rigor arquitetônico de 1909 para uma escala tátil é um trabalho minucioso de preservação que garante um direito básico: o de que todos tenham acesso ao patrimônio. No âmbito da Museologia, nosso papel é articular pesquisa, documentação e preservação, buscando assegurar a divulgação da memória com rigor técnico através da inclusão. É nossa missão", ressalta Raquel.
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