Cultura Pop
Ator de 'Mad Max' morre aos 76 anos após batalha contra doença renal
Kjell Nilsson faleceu nesta quinta-feira em Queensland, na Austrália; ele lutava contra doença há quatro anos
O ator Kjell Nilsson , conhecido por seu papel em “Mad Max”, morreu aos 76 anos na quinta-feira, em Queensland, na Austrália, após uma longa batalha de quatro anos contra uma doença renal .
Nascido na Suécia, o artista também foi um levantador de peso de nível olímpico, característica que foi destacada quando interpretou o personagem Lord Humungus em "Mad Max 2".
A informação da morte do ator foi divulgada por familiares em seu perfil do Facebook . Na publicação, os pais comunicaram que Kjell morreu "pacificamente durante o sono" enquanto permanecia aos cuidados dos filhos, após interrupção voluntariamente a diálise que fazia havia quatro anos e meio para tratar uma doença renal em estágio terminal. A decisão foi tomada após reflexão sobre o sofrimento causado pela doença.
O comunicado destaca que os médicos chegaram a afirmar, em 2022, que ele não sobreviveria até o Natal daquele ano, mas viveu por mais quatro anos. Um transplante de aro nunca foi possível devido a graves problemas circulatórios decorrentes de complicações sofridas décadas antes.
Há cerca de 40 anos, Kjell decidiu uma recomendação médica de amputar as duas pernas e, por meio de intenso treinamento físico e determinação, conseguiu recuperar a capacidade de caminhar, sendo descrito por alguns médicos como um "milagre ambulante" . A família, no entanto, atribuiu a sua recuperação à força de vontade e perseverança.
Nos últimos dias de vida, Kjell afirmou estar grato pela carreira como fisiculturista e treinador, pela vida entre Suécia e Austrália e pelo reconhecimento conquistado ao interpretar o personagem Lord Humungus. A família informou que uma cerimônia em sua homenagem será realizada, com dados e local a serem anunciados posteriormente.
— Nos últimos dias de vida, Kjell disse com frequência o quanto era grato pela carreira como fisiculturista e treinador, pela vida que construiu entre os dois países que chamava de lar, Suécia e Austrália, e pela oportunidade de inspirar e se conectar com pessoas de todo o mundo por meio de seu papel icônico como Lord Humungus. Esse legado jamais morrerá — diz um trecho do comunicado.
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