Cultura Pop
Série em vídeo 'Envelhecer é uma arte' resgata memórias e retrata sonhos dos residentes do Retiro dos Artistas
Rui Rezende, Marcos Oliveira, Sonia Zagury e Claire Digon compartilham forças e fragilidades de suas trajetórias profissionais e pessoais
Em um tempo de aumento da expectativa de vida e de uma sociedade que ainda precisa evoluir muito para acolher o envelhecimento com dignidade, olhar para aqueles que possuem um passado de muitas contribuições é uma forma de pensar no futuro que nos espera. Foi com essa ideia que o EXTRA idealizou a série em vídeo 'Envelhecer é uma arte' , com moradores do Retiro dos Artistas.
O que essas pessoas idosas, que marcaram a memória afetiva do público, pensam, desejam e sentem atualmente? Fomos conversar com elas, não apenas para ouvir suas histórias profissionais, mas também para abordar prazeres, angústias, desejos e sobre o mundo em que gostariam de viver. Ao longo dos episódios, houve risos, lágrimas, cantorias e até palavrões...
Rui Rezende
O primeiro bate-papo foi com Rui Rezende, imortalizado como o Lobisomem da novela 'Roque Santeiro' (1985). Na entrevista, o veterano, aos 87 anos, relembra os tempos do auge do sucesso, mas afirma: 'Se eu pudesse voltar no tempo, teria sido outra pessoa.'
Sonia Zagury
Em seguida, uma conversa foi com Sonia Zagury. Vista recentemente na reprise de ‘Terra Nostra’ , na Globo, como a cozinheira Antônia, da mansão de Francesco (Raul Cortez), ela nasceu em Marrocos e só se tornou atriz a partir dos 50 anos, após construir uma longa carreira na área executiva. 'Nunca titubeei' , afirma a doce senhora de 91 anos, que deixou um recado: 'As pessoas que vivem reclamando da vida só sofrem e só têm a perder.'
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira, de 70 anos, recebeu o EXTRA em sua casa, onde mostrou os tecidos com que sonha costurar suas roupas. O eterno Beiçola relembra uma infância marcada pela pobreza. 'Eu tenho medo de passar fome' , confessa o ator, que reflete sobre os dois lados de ser famoso: o reconhecimento pelo trabalho e a falta de respeito que enfrenta nas ruas.
Claire Digon
Já Claire Digon, que além dos trabalhos como atriz, foi uma das grandes modelos da Casa Canadá - ícone da moda carioca a partir dos anos 30 - ressalta o prazer de ser uma mulher livre, após ter sido traída por três homens. Ela desabafa ainda sobre a dor de perder uma filha, mas não deixa de afirmar que a vida é boa: 'Não abro mão da minha cervejinha com queijinho na varanda.'
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