Cultura Pop

Andressa Urach e os riscos de 50 cirurgias: médico alerta sobre os perigos de tantas plásticas

Dr. Jairo Casali explica o impacto das múltiplas cirurgias estéticas e faz alerta sobre os limites da medicina plástica

Agência O Globo - 24/05/2026
Andressa Urach e os riscos de 50 cirurgias: médico alerta sobre os perigos de tantas plásticas
Andressa Urach - Foto: Reprodução / internet

Cinquenta procedimentos estéticos. Esse é o número que Andressa Urach já realizou ao longo da vida, marca que ganhou ainda mais destaque após a influenciadora se submeter a um lifting facial deep plane em maio de 2026. A própria Andressa anunciou que terá de atualizar seus documentos devido às mudanças no rosto. Mas quais são os efeitos no corpo de quem passa por tantas cirurgias plásticas?

Andressa Urach se recupera de sua 50ª cirurgia:

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Jairo Casali, quanto maior o número de intervenções, maior o desgaste dos tecidos e mais intensa a resposta do organismo ao trauma cirúrgico.

— Haverá mais edema, maior área operada e uma recuperação mais lenta, aumentando o risco de fibroses, cicatrizes irregulares e intercorrências — alerta o médico.

E os perigos não se limitam ao tempo de recuperação. Segundo o especialista, um dos maiores riscos está na combinação de múltiplos procedimentos em um mesmo dia, o que pode prolongar excessivamente o tempo cirúrgico e elevar as chances de complicações graves, como infecções, necrose de tecidos, eventos tromboembólicos e alterações de sensibilidade.

— Há outros riscos que incluem infecções, necrose de tecidos, eventos tromboembólicos, alterações de sensibilidade e dificuldades de cicatrização, especialmente em áreas já operadas anteriormente. Pacientes com múltiplas cirurgias precisam de avaliação criteriosa, acompanhamento próximo e, muitas vezes, um intervalo adequado entre as intervenções. As áreas que forem operadas mais de uma vez terão muito tecido cicatricial e podem ter também a circulação de sangue alterada — explica Casali.

A trajetória de Andressa ilustra bem esses perigos. Em 2014, ela ficou 28 dias internada na UTI após aplicar hidrogel nas coxas e precisou de 22 cirurgias apenas para remover o produto.

Após quase 20 anos:

"Sempre fui doente por cirurgia plástica, sem limites. Se pudesse voltar no tempo, nunca teria colocado isso", declarou ela à época.

Mas o alerta do médico vai além dos riscos físicos. Dr. Casali chama atenção também para a dimensão psicológica da busca excessiva por procedimentos estéticos.

— Pacientes que buscam excessivamente cirurgias estéticas têm, com frequência, questões psicológicas e psiquiátricas associadas. É fundamental haver indicação médica responsável, expectativas realistas e equilíbrio na busca por resultados estéticos — afirma.

O especialista reforça ainda que a cirurgia plástica não pode ser banalizada, nem realizada por profissionais sem formação adequada ou em locais impróprios.

— O principal alerta é para entendermos que cirurgia plástica não é um procedimento sem riscos. O excesso pode comprometer tanto a saúde física quanto a emocional — conclui.