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Mario Frias estreou como ator de TV há 30 anos e já interpretou deputado em novela: relembre a trajetória

Produtor-executivo de filme 'Dark horse', sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, o político volta a ter seu nome em destaque nos noticiários

Agência O Globo - 21/05/2026
Mario Frias estreou como ator de TV há 30 anos e já interpretou deputado em novela: relembre a trajetória
Mário Frias - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Produtor-executivo do filme "Dark Horse"

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Mas muito antes de se envolver em imbróglios políticos reais e de se tornar secretário especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro (2020 a 2022) e deputado federal (PL-SP), cargo que ocupa desde 2023, ainda em sua carreira artística Frias flertou com a política. Em 2004, ele fez um laboratório com o então prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, para entender o assunto. Na trama, o ator interpretou a novela "Senhora do Destino" do personagem Thomas Jefferson: na trama escrita por Aguinaldo Silva, ele era um jovem demagogo, corrupto e mulherengo. Também egoísta, vaidoso e obcecado pela mídia, usava seu mandato em Brasília e seu gabinete apenas para benefício próprio e para abrigar aliados.

Como ator-galã, a carreira de Mário Frias teve boa repercussão. Há exatos 30 anos, ele fez sua estreia na TV na novelinha "Caça-talentos", estrelada por Angélica na Globo. Na atração, aos 25 anos, ele interpretou o personagem Alex Junior. Em seguida, entre 1997 e 1998, ele emplacou duas participações em "Malhação". Como Escova, formada par romântico de sucesso com a ex-paquita Juliana Baroni, que interpretava o personagem Cacau. A química entre os dois na ficção gerou boatos de que o namoro havia se tornado real, mas a atriz manteve um relacionamento com o também ator Henri Castelli na ocasião.

Depois de emendar o trabalho adolescente com a novela "Meu bem querer", na pele de Patrício Amoedo, filho mais velho de Martinho (José Mayer), Frias desempenhou o papel-protagonista de mais uma temporada de "Malhação", em 1999. Nessa temporada ele era o jogador de pólo com Rodrigo Chaves e fazia par romântico com Priscila Fantin.

Foi aí que o ator se tornou um dos maiores campeões de cartas da emissora — numa época em que não existiam redes sociais, essa era a principal forma de fãs se comunicarem com seus ídolos. Então líder do ranking de correspondências que chegavam à Globo, o ator desbancou nomes como Thiago Lacerda, Reynaldo Gianecchini e Fabio Assunção, recebendo 800 cartas por semana, em média, de adolescentes a senhoras encantadas com sua beleza. Em entrevistas, ele contou que respondia o carinho dos fãs com mensagens à mão e gastava um bom dinheiro postando tudo nos Correios. Então solteiro, o ator surfou na onda do sucesso e faturou também dançando com debutantes em suas festas de 15 anos.

Pouco tempo depois, na novela "As filhas da mãe" (2001), trama de Silvio de Abreu em que deu vida ao playboy Diego, filho do personagem Manolo (Tony Ramos), o par romântico com Priscila Fantin foi reeditado, devido ao sucesso. E, na vida pessoal, Frias engatou um romance com Nívea Stelmann, outra jovem atriz admirada na época. O casal era muito festejado nas aulas de arte e requisitado para capas de revistas e eventos. O casamento aconteceu em 2003 e terminou em 2005. Juntos, Frias e Nívea tiveram um filho, Miguel, hoje com 21 anos, que mora nos Estados Unidos com a mãe.

Em sua primeira temporada na TV Globo, Mário Frias ainda esteve no elenco da minissérie "O quinto dos infernos" e da novela "O beijo do vampiro", ambas em 2002, e da já mencionada "Senhora do destino". Em 2006, o ator migrou para a Band, onde fez par romântico com Juliana Silveira, protagonista da novelinha "Floribella", de enorme sucesso entre crianças e adolescentes na época. Na história, ele interpretou o Conde Máximo Augusto Calderão de Alicante, que começou como inimigo da mocinha, mas acabou vivendo um romance com ela.

De volta à Globo em 2007, Frias agora colocou à prova seu talento como dançarino: participou do quadro "Dança no gelo", do "Domingão do Faustão", exibindo coreografias com a patinação. O ator ficou em terceiro lugar na competição, atrás de Leandro Scornavacca, do KLB, que se sagrou campeão, e do jogador de vôlei Tande, vice. Ainda na emissora carioca, o artista fez participações nas séries "Dicas de um sedutor" e "Casos e acasos", em 2008.

No mesmo ano, ele mudou para a Record TV, onde integrou o elenco da novela “Os mutantes: caminhos do coração”. Na novela, ele interpretou Drácula, o líder de uma gangue de vampiros. O personagem continuou na novela "Promessas de amor", uma continuação de "Os mutantes", em 2009, ano em que ele também fez uma participação como Gastão em "Bela, a feia", na mesma emissora.

Paralelamente a isso, ainda se arriscou na música: formou a banda Mário Frias e os Mangas, dedicada ao pop-rock. O grupo fez apresentações em casas noturnas do Rio, com um repertório que incluía covers de artistas como Ben Harper e Rihanna. Mas teve vida curta. Em 2010, o artista afirmou que tinha na música apenas um hobby.

Mas Frias ainda se arriscou em outra vertente artística: passou a performar como apresentador. Na RedeTV!, ainda em 2010, ele comandou "O último passageiro", um game show em que três escolas inscritas disputavam uma viagem de formatura. Na mesma emissora, ele ainda apresentou "Super Bull Brasil", em 2012, e "A melhor viagem", em 2019.

Nesse meio tempo, em 2014, Frias ainda voltou à Globo para mais uma participação em "Malhação", desta vez na 22ª temporada da atração, como o professor de artes Renê, que povoava o imaginário das alunas.

Dois anos depois, o ator voltou à Record TV para fazer a novela bíblica "A terra prometida". Na trama, ele interpretou o rei Adonizedeque, soberano da cidade de Jerusalém e um dos grandes vilões.

De volta à versão apresentada, Frias estreou no SBT em 2017 com o programa “Tô de férias”. A atração, que mostrava a família dele em pontos turísticos pelo mundo, foi cancelada no meio da segunda temporada.

Seu último trabalho como ator foi na novela "Verão 90", da Globo: durante uma semana, ele interpretou Guilherme Coutinho. Na ocasião, a nostalgia veio à tona: pela primeira vez, Mario Frias contratou com Nívea Stelmann, sua ex-esposa, formando o par romântico fictício do filme "Verões de areia" dentro da novela.