Cultura Pop
Filme sobre Bolsonaro, financiado por Vorcaro a pedido de Flávio, enfrenta denúncias e até processo de Beyoncé
Apesar das controvérsias, longa-metragem tem estreia prevista para 2026
Preso sob acusação de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras, o banqueiro Daniel Vorcaro foi um dos financiadores do filme "Dark Horse", que pretende contar a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do portal The Intercept, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões à produção após solicitação de Flávio Bolsonaro. Ainda não está claro quanto desse montante foi efetivamente destinado ao longa, mas o projeto já acumula polêmicas e denúncias de maus-tratos à equipe.
Em dezembro do ano passado, o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) esteve no set de filmagens, na capital paulista, após receber inúmeras denúncias de figurantes e atores sobre más condições de trabalho. Fontes ouvidas sob anonimato relataram agressões, restrições severas ao uso de celular, limitações para uso do banheiro, atrasos no pagamento e até fornecimento de comida estragada.
As jornadas de trabalho também excederam a média habitual. Uma das fontes afirmou que receberia R$ 165 — valor pago 35 dias após a gravação, realizada em novembro — por um dia inteiro de filmagem, iniciado antes das 7h e encerrado apenas à noite.
Beyoncé aciona Justiça
O filme também gerou reação de celebridades internacionais. O trailer utilizou a música "Survivor", do Destiny's Child — grupo formado por Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams — sem a devida autorização.
"Obviamente a música foi utilizada sem autorização e as providências legais já estão sendo tomadas para que (o trailer) seja retirado o mais rápido possível", afirmou Anderson Nick, representante da Beygood, organização filantrópica mantida por Beyoncé.
Sobre o filme "Dark Horse"
As filmagens começaram em outubro do ano passado e a expectativa é que "Dark Horse" chegue aos cinemas em setembro de 2026. O longa é dirigido pelo cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh e tem Jim Caviezel, conhecido por "A Paixão de Cristo", no papel de Jair Bolsonaro.
Inspirado no texto “Capitão do Povo”, do deputado federal Mario Frias (PL-SP), o roteiro aposta em uma narrativa heroica. O enredo parte do atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018, em Juiz de Fora, mas vai além: o autor do crime, Adélio Bispo, aparece na trama com o nome fictício de Aurélio Barba.
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