Cultura Pop
Oscar Schmidt inspirou o irmão Tadeu a seguir carreira no esporte: 'Qualquer coisa que eu fizesse e fosse abaixo do nível dele não prestava'
Enquanto Oscar brilhava no basquete, Tadeu Schmidt buscava seu espaço no vôlei antes de migrar para a televisão
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, foi fonte de inspiração para o irmão mais novo, Tadeu Schmidt, seguir carreira no esporte. Enquanto Oscar se consagrava como um dos maiores jogadores do país, Tadeu apostava no vôlei antes de se destacar como apresentador do 'BBB'.
— Eu queria ser no vôlei o que meu irmão, Oscar, era no basquete. Com 17 anos, fui cortado da seleção brasileira infantojuvenil e desisti. Eu era até da geração do Nalbert. Vi que não chegaria ao nível do meu irmão. Veja só (risos). Ninguém tem que encerrar uma carreira com essa idade, tem é que começar. Mas fiquei muito decepcionado. Depressão total. Por outro lado, ter desistido ali me levou a uma profissão que me deu muito mais sucesso, mais felicidades do que teria — relatou Tadeu em entrevista recente ao EXTRA.
Antes da fama, Tadeu era conhecido como “o irmão do Oscar”. Nos últimos anos, o quadro se inverteu e Oscar passou a ouvir brincadeiras sendo chamado de “o irmão do Tadeu”.
— O Oscar dá palestra e começa mostrando minha foto para dizer: “Eu sou o irmão dele”. Claro que é uma brincadeira, e sempre foi um orgulho ser o irmão do Oscar. Mas não vou negar que sofri um pouco com a comparação. Era cruel o que eu mesmo fazia. Qualquer coisa que eu fizesse e fosse abaixo do nível do Oscar não prestava. Isso é horrível. Ninguém pode viver com essa obrigação. Noventa e nove por cento das vezes você não vai ser o melhor do mundo. Você vai viver uma vida de frustrações? E eu me propus essa vida durante um bom tempo. A régua era alta demais. Eu sou muito rigoroso. E as melhores coisas passaram a acontecer justamente quando eu relaxei — compartilhou Tadeu.
Oscar Schmidt, o Mão Santa, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. O ex-jogador passou mal e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, mas não resistiu. Oscar lutava contra um câncer no cérebro desde 2011.
Com cinco participações olímpicas consecutivas, Oscar é o recordista brasileiro e o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história dos Jogos Olímpicos.
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