Cultura Pop
Em meio à operação que prendeu Poze e MC Ryan SP, casal de influenciadores volta a ostentar nas redes
Ação da Polícia Federal relembra casos envolvendo Gabriel Rodrigues e Mari Tavares em meio a investigações sobre o setor de criptomoedas
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo, que resultou na prisão dos funkeiros MC Poze do Rodo, no Rio de Janeiro, e MC Ryan SP, em Bertioga, litoral paulista. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, utilizando criptoativos para ocultar valores.
A operação reacendeu o debate sobre a participação de figuras públicas em investigações financeiras e trouxe novamente à tona casos envolvendo influenciadores digitais ligados ao universo das criptomoedas.
Entre os nomes que voltaram a ser mencionados estão Gabriel Rodrigues e Mariana Tavares. O casal, que soma milhões de seguidores, chama atenção pela rotina de ostentação nas redes sociais, marcada por viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo e alto consumo, mesmo diante do avanço das investigações no setor.
Nos últimos meses, suas publicações reforçam uma estética aspiracional comum entre influenciadores, que associam o sucesso financeiro a um estilo de vida sofisticado e de alto padrão.
O histórico de Gabriel Rodrigues já apareceu em investigações relacionadas ao mercado de criptomoedas e foi citado em documentos da CPI das Pirâmides Financeiras. Episódios como a apreensão de carros de luxo durante operações policiais anteriores ampliaram a repercussão em torno de seu nome.
Ele e Mariana Tavares também foram mencionados em requerimentos da comissão que investigava possíveis fraudes envolvendo investimentos digitais e empresas como a DD Corporation. À época, Gabriel foi citado como testemunha. Não há, porém, indicação de ligação direta entre o influenciador e a Operação Narcofluxo.
O casal segue ativo nas redes sociais, mantendo a exposição de um padrão elevado de consumo e engajando milhões de seguidores.
A Operação Narcofluxo cumpre dezenas de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em diversos estados. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava mecanismos sofisticados para ocultar e dissimular valores, incluindo movimentações intensas de dinheiro em espécie e transações financeiras com criptoativos, o que dificulta o rastreamento dos recursos ilícitos.
A operação permanece em andamento. Os investigados podem responder por crimes graves, como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com penas significativas.
O avanço das apurações deve trazer novos desdobramentos relevantes. O caso reforça um alerta já conhecido pelas autoridades: o crescimento acelerado do mercado de ativos digitais também desperta atenção devido ao potencial uso irregular por organizações criminosas.
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