Conhecimento
Conselho Nacional de Educação define diretrizes para uso de inteligência artificial em escolas
Parecer, que ainda será submetido à consulta pública e homologação do MEC, traz orientações e classificação de risco para uso da tecnologia na educação.
A comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) responsável pela proposta de regulamentação da inteligência artificial (IA) no ensino aprovou, nesta segunda-feira, o parecer que estabelece diretrizes para o uso dessa tecnologia em escolas e universidades brasileiras. O documento ainda será submetido à consulta pública, passará por votação no plenário do órgão e, posteriormente, precisará de homologação pelo Ministério da Educação (MEC).
Principais orientações
A nova versão do parecer reforça que a IA deve ser uma ferramenta de apoio ao ensino, sem substituir o papel do professor. Entre as novidades, destaca-se a criação de uma classificação regulatória de risco para aplicações educacionais, inspirada em referenciais internacionais da UNESCO e da OCDE.
Níveis de risco
O parecer define quatro categorias para orientar redes de ensino e instituições quanto ao uso seguro e responsável da tecnologia:
Baixo risco: Ferramentas para apoio cotidiano, como organização de materiais, recursos de acessibilidade e apoio textual.
Risco moderado: Soluções que interagem diretamente com o processo pedagógico, como tutores virtuais, assistentes acadêmicos e sistemas de feedback automatizado.
Alto risco: Tecnologias que demandam maior supervisão humana, como correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico em provas (proctoring) e perfilização acadêmica.
Aplicações proibidas ou incompatíveis: O parecer considera incompatíveis com os princípios educacionais práticas como vigilância emocional, sistemas de pontuação social, perfilização psicológica para fins disciplinares e decisões totalmente automatizadas sobre promoção ou permanência de estudantes.
Após a aprovação na comissão, o documento seguirá para consulta pública, etapa em que especialistas e a sociedade poderão sugerir ajustes. Em seguida, será votado pelo plenário do CNE e encaminhado ao MEC para homologação.
A proposta visa orientar o uso pedagógico da inteligência artificial no país, estabelecer parâmetros de segurança e garantir que a adoção das ferramentas ocorra com supervisão humana, transparência e proteção dos dados dos estudantes.
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