Conhecimento
Creche, educação profissional, tempo integral e EJA: veja o que melhorou e o que piorou, segundo o Censo Escolar
Ministério da Educação divulga resultado da pesquisa que faz um retrato anual da educação brasileira
O Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC), mostrou um aumento expressivo no número de alunos em tempo integral e no ensino profissionalizante. No entanto, a quantidade de crianças em creche pública cresceu pouco e a de matrículas na educação de jovens e adultos (EJA) chegou ao menor patamar desde 1996.
Conselho Nacional de Educação:
Criada por brasileiros:
Outro dado que chama atenção é a queda no número de alunos em todas as etapas: creche, pré-escola, ensino fundamental e médio. Só nesta última etapa, são 419 mil estudantes a menos do que no ano anterior. Veja abaixo:
Creche: 4.182.646 de alunos (-5.045 em relação ao ano anterior)
Pré-escola: 5.103.536 de alunos (-200.667 em relação ao ano anterior)
Fundamental: 25.806.767 de alunos (-195.589 em relação ao ano anterior)
Ensino médio: 7.370.879 de alunos (-419.517 em relação ao ano anterior)
Creche
O número geral de alunos em creche, que atende crianças de 0 a 3 anos, registrou uma pequena queda, de cinco mil matrículas. Considerando apenas a escola pública, o número aumentou, mas menos do que nos últimos anos.
Número de matrículas por ano:
2025: 2.830.943 (+29.077 em relação ao ano anterior)
2024: 2.801.866 (+48.348 em relação ao ano anterior)
2023: 2.753.518 (+139.675 em relação ao ano anterior)
Esta é uma etapa escolar em que as redes públicas ainda não atendem toda a demanda de crianças. A proporção de crianças de 2 a 3 anos fora da creche por falta de vagas está no mesmo patamar há cinco anos. Desde 2019, ela gira em torno de 39%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2024, divulgados em junho do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Tempo integral
Em 2025, o país registrou 923 mil novas matrículas em tempo integral — aquelas em que o aluno tem pelo menos sete horas de aulas por dia — na rede pública. A maior parte dessa evolução (605 mil) se deu no ensino fundamental e no ensino médio (130 mil). Essa é uma das principais estratégias defendidas por especialistas para alavancar a aprendizagem no país.
Número de matrículas por ano:
2025: 8.856.280 (+923.897, em relação ao ano anterior)
2024: 7.932.383 (+624.068, em relação ao ano anterior)
2023: 7.308.315 (+809.196, em relação ao ano anterior)
2022: 6.499.119
Educação profissional
O Brasil registrou um aumento expressivo no número de matrículas de educação profissional. Foram 611 mil alunos nesta modalidade a mais do que em relação ao ano anterior. No entanto, o Brasil está atrasado nesse quesito: o último Plano Nacional de Educação (PNE), criado em 2014, definia a meta era de 4,8 milhões de alunos nessa modalidade em 2024.
Número de matrículas por ano:
2025: 3.187.976 (+611.683, em relação ao ano anterior)
2024: 2.576.293 (+162.468, em relação ao ano anterior)
2023: 2.413.825 (+261.319, em relação ao ano anterior)
2022: 2.152.506
Esse crescimento se deu na educação pública entre alunos de 15 a 17 anos — a faixa etária que envolve, principalmente, o ensino médio.
EJA
A Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade para quem não completou a educação básica, voltou a perder alunos pelo oitavo ano seguido. Além disso, chegou ao seu menor patamar registrado — há registros desde 1996. Quase metade da população (49,2%) de mais de 25 anos não terminou o ensino médio — um contingente de 65 milhões de pessoas.
Número de matrículas por ano:
1996: 2.752.214
1997: 2.881.770 (+ 129.556 matrículas em relação ao ano anterior)
1998: 2.881.231 (- 539 matrículas em relação ao ano anterior)
1999: 3.071.906 (+ 190.675 matrículas em relação ao ano anterior)
2000: 3.410.830 (+ 38.924 matrículas em relação ao ano anterior)
2001: - 3.777.989 (+ 367.159 matrículas em relação ao ano anterior)
2002: 3.779.593 (+ 1.604 matrículas em relação ao ano anterior)
2003: 4.403.436 (+ 623.843 matrículas em relação ao ano anterior)
2004: 4.577.268 (+ 173.832 matrículas em relação ao ano anterior)
2005: 4.619.409 (+ 42.141 matrículas em relação ao ano anterior)
2006: 4.861.390 (+ 241.981 matrículas em relação ao ano anterior)
2007: 5.034.606 (+ 173.216 matrículas em relação ao ano anterior)
2008: 4.989.808 (- 44.798 matrículas em relação ao ano anterior)
2009: 4.701.245 (- 288.563 matrículas em relação ao ano anterior)
2010: 4.325.587 (- 375.658 matrículas em relação ao ano anterior)
2011: 4.082.528 (- 243.059 matrículas em relação ao ano anterior)
2012: 3.961.925 (- 120.603 matrículas em relação ao ano anterior)
2013: 3.830.207 (- 131.718 matrículas em relação ao ano anterior)
2014: 3.653.530 (- 176.677 matrículas em relação ao ano anterior)
2015: 3.491.869 (- 161.661 matrículas em relação ao ano anterior)
2016: 3.482.174 (- 9.695 matrículas em relação ao ano anterior)
2017: 3.598.716 (+ 116.542 matrículas em relação ao ano anterior)
2018: 3.545.988 (- 52.728 matrículas em relação ao ano anterior)
2019: 3.273.668 (- 272.320 matrículas em relação ao ano anterior)
2020: 3.002.749 (- 270.919 matrículas em relação ao ano anterior)
2021: 2.962.322 (- 40.427 matrículas em relação ao ano anterior)
2022: 2.774.428 (- 187.894 matrículas em relação ao ano anterior)
2023: 2.589.815 (- 184.613 matrículas em relação ao ano anterior)
2024: 2.391.319 (- 198.496 matrículas em relação ao ano anterior)
2025: 2.252.069 (- 139.250 matrículas em relação ao ano anterior)
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