Cidades

Mulher quebra ala infantil de UPA em Maceió e acaba presa; filha tinha sinais de maus-tratos

Revolta por suposta demora no atendimento resultou em depredação no Jaraguá; criança foi transferida ao HGE sob acompanhamento do Conselho Tutelar

Redação 24/08/2026
Mulher quebra ala infantil de UPA em Maceió e acaba presa; filha tinha sinais de maus-tratos
Equipe conduziu a mulher à Central de Flagrantes - Foto: Arquivo

Um episódio de violência e depredação causou pânico no setor de observação pediátrica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaraguá, em Maceió, no último domingo (23). Uma mulher foi presa em flagrante após surtar e destruir o espaço destinado ao atendimento infantil. A reação violenta teria sido motivada pela insatisfação com a suposta demora na assistência prestada à sua filha.

Segundo o registro da ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às pressas pela direção da unidade. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o setor pediátrico com severos danos materiais. Além da agressividade e da agitação da mãe, a intervenção policial revelou um desdobramento ainda mais grave sobre o estado de saúde da criança.

Suspeita de maus-tratos e socorro médico

Durante o atendimento, a médica plantonista relatou aos policiais que a criança apresentava diversos hematomas pelo corpo. Diante da suspeita de maus-tratos, a equipe médica solicitou o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para transferir a menina ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde ela passaria por exames aprofundados, incluindo uma tomografia.

Devido à gravidade dos fatos, o Conselho Tutelar foi chamado imediatamente e assumiu a responsabilidade pela guarda e acompanhamento da criança durante o transporte até o HGE.

Prisão em flagrante

Enquanto a menina recebia os cuidados necessários, os policiais tentaram conter a mãe, que manteve a postura agressiva e recusou-se a colaborar. Sem conseguir acalmá-la, a equipe conduziu a mulher à Central de Flagrantes.

A agressora permaneceu presa e responderá pelo crime de dano qualificado. O caso agora segue para as providências da Polícia Civil e do Judiciário. O episódio gera preocupação pelo impacto direto na infraestrutura pública de saúde, prejudicando o atendimento de outras crianças que necessitam do espaço de observação na UPA do Jaraguá.