Cidades

Jornalista questiona JHC após morte no HC: “Quem precisa da saúde quer atendimento, não discursos”

Wadson Correia critica foco do ex-prefeito de Maceió em ataques ao adversário político enquanto problemas da própria rede municipal prejudicam a população

05/08/2026
Jornalista questiona JHC após morte no HC: “Quem precisa da saúde quer atendimento, não discursos”
Jornalista questiona JHC após morte no HC: “Quem precisa da saúde quer atendimento, não discursos”

O jornalista Wadson Correia comentou o caso envolvendo a morte do bebê Nikolas, ocorrido no Hospital da Cidade (HC), em Maceió, após a família denunciar demora no atendimento prestado à gestante Morgana Lopes.

Segundo os familiares, Morgana chegou à unidade com fortes dores e contrações e teria aguardado cerca de uma hora por atendimento. Ainda de acordo com o relato, o bebê nasceu na recepção do hospital, sem assistência imediata, e não resistiu.

Ao analisar o episódio, Wadson afirmou que a saúde pública não pode ser tratada apenas como instrumento de disputa política e defendeu que o debate seja baseado na realidade enfrentada pelos pacientes.

“O povo de Alagoas não quer uma disputa de marketing, não quer guerra de narrativas. O que a população espera são resultados concretos tanto da saúde municipal quanto da estadual”, afirmou.

O jornalista lembrou que o Hospital da Cidade foi apresentado pelo ex-prefeito de Maceió, JHC, como uma das principais marcas de sua gestão na área da saúde, com ampla divulgação nas redes sociais.

“O filho do prefeito de Maceió nasceu no hospital público. Infelizmente, Morgana Lopes não teve o atendimento que Marina JHC teve no nascimento do filho dela”, declarou.

Wadson também questionou o uso político do tema e afirmou que o debate sobre saúde não deve se limitar a apontar falhas de adversários, mas também considerar os problemas existentes nas próprias redes de atendimento.

“Será que o debate sobre a saúde deve se resumir a apontar os problemas do adversário? Ou também é preciso olhar de forma crítica para a rede municipal?”, questionou.

Para o jornalista, a população espera menos narrativas e mais resultados concretos. “Quem mais precisa da saúde pública não quer discursos, quer atendimento, respeito e eficiência”, afirmou.

O Hospital da Cidade informou que abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do atendimento prestado à gestante. O caso também deve ser acompanhado pelas autoridades responsáveis.

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