Cidades

Lúcio reage, chama Salomão de “parlapatão” e amplia confronto verbal na Câmara de Palmeira

Em resposta ao discurso do colega, vereador acusou Salomão Torres de agir de forma “rasteira”, “sorrateira” e de cultivar o que chamou de vitimismo político

Redação 09/04/2026
Lúcio reage, chama Salomão de “parlapatão” e amplia confronto verbal na Câmara de Palmeira
Vereador Lúcio Medeiros

A resposta do vereador Lúcio Carlos Medeiros ao pronunciamento de Salomão Torres elevou ainda mais a temperatura na sessão ordinária da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, nesta quinta-feira, 9 de abril. Em discurso inflamado, Lúcio afirmou que, pela primeira vez, usava a tribuna para responder diretamente a ataques pessoais e políticos, e partiu para o contra-ataque com expressões duras que incendiaram o plenário.

A expressão mais marcante usada pelo vereador foi “parlapatão”, termo associado a embates políticos de tom agressivo e que remeteu a uma expressão ligada ao ex-presidente e ex-senador Fernando Collor contra o então senador gaúcho Pedro Simon. A referência deu um tom ainda mais dramático ao episódio e imediatamente chamou atenção dentro e fora do plenário.

Lúcio afirmou que Salomão atua de maneira “astuta”, “rasteira” e “sorrateira”, acusando o colega de recorrer a terceiros para atacá-lo politicamente e de construir, em público, um discurso de paz que não corresponderia às suas práticas nos bastidores. Também fez questão de esclarecer que, ao usar anteriormente a expressão “analfabeto funcional”, não se referia à escolaridade ou à inteligência do adversário, mas ao que classificou como postura de vitimismo e manipulação.

Na tribuna, Lúcio também rebateu insinuações relacionadas à audiência pública sobre terras e negou que tenha escolhido quem falaria em nome da Câmara em compromissos institucionais. Segundo ele, essa definição coube à presidência da sessão, e não a sua vontade pessoal. Ao mesmo tempo, afirmou que muitas pessoas teriam lhe enviado mensagens relatando experiências semelhantes com Salomão, numa tentativa de reforçar que o conflito ultrapassa o campo individual.

A fala ampliou a desordem na sessão e exigiu novas intervenções do presidente Madson Monteiro, que tentou conter os ânimos, advertiu os parlamentares e, diante da continuidade do confronto, decidiu encerrar os trabalhos. O episódio expôs de forma crua a crise de convivência entre os dois vereadores e deve repercutir intensamente nas redes sociais e no meio político local.