Cidades
Cacica denuncia “engano” e reforça pressão pela volta de Tanawi Kariri ao DSEI
Liderança da aldeia Riacho Fundo do Meio afirma que comunidades não aceitam substituto e intensificam mobilização em defesa do ex-coordenador
A mobilização indígena pela recondução de Tanawi Kariri ao comando do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Alagoas e Sergipe ganhou novo capítulo com o depoimento público da cacica Antônia Urbano, da aldeia Riacho Fundo do Meio.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a liderança reforça o sentimento de revolta entre as comunidades e afirma que os povos indígenas se sentem enganados após a exoneração do coordenador, oficializada pelo Ministério da Saúde.
“Estamos na luta, pedindo a volta de Mano. Nós não queremos outro coordenador a não ser Mano”, declarou a cacica.
Rejeição a substituto
Durante a fala, Antônia Urbano destaca que Tanawi Kariri — chamado pelas comunidades de “Mano” — é reconhecido pelo trabalho desenvolvido junto aos povos indígenas da região.
Segundo ela, não há aceitação de um novo nome para a função.
“No estado de Alagoas e Sergipe ainda não entrou um coordenador para fazer o que Mano fez com os parentes”, afirmou.
A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio dos presentes, que, em coro, reforçaram a defesa pela recondução do ex-coordenador.
Sentimento coletivo
A cacica ressaltou que a insatisfação não é isolada, mas compartilhada por diversas aldeias.
“Eu acredito que não só eu, como muitos parentes meus, estão sentindo essa saída de Mano. É muito triste pra gente”, disse.
O depoimento evidencia o impacto da decisão nas comunidades, que veem na mudança uma ruptura com uma gestão considerada próxima e representativa.
Chamado à mobilização
Ao final da fala, a liderança convoca os indígenas à união e à continuidade da mobilização.
“Está em tempo de nós nos juntar e colocar Mano no lugarzinho dele”, afirmou, sendo seguida por gritos de incentivo: “Vamos à luta”.
O movimento indígena já anunciou protestos e ações de pressão, incluindo bloqueios de rodovias, como forma de chamar atenção das autoridades.
Crise de confiança
A exoneração de Tanawi Kariri tem sido interpretada pelas comunidades como uma decisão sem diálogo e de motivação política, ampliando a crise de confiança entre os povos indígenas e o governo federal.
Até o momento, não houve posicionamento oficial que responda diretamente às reivindicações apresentadas.
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