Cidades

Cacica denuncia “engano” e reforça pressão pela volta de Tanawi Kariri ao DSEI

Liderança da aldeia Riacho Fundo do Meio afirma que comunidades não aceitam substituto e intensificam mobilização em defesa do ex-coordenador

Redação 25/03/2026
Cacica denuncia “engano” e reforça pressão pela volta de Tanawi Kariri ao DSEI
Cacica Antônia Urbano

A mobilização indígena pela recondução de Tanawi Kariri ao comando do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Alagoas e Sergipe ganhou novo capítulo com o depoimento público da cacica Antônia Urbano, da aldeia Riacho Fundo do Meio.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a liderança reforça o sentimento de revolta entre as comunidades e afirma que os povos indígenas se sentem enganados após a exoneração do coordenador, oficializada pelo Ministério da Saúde.

“Estamos na luta, pedindo a volta de Mano. Nós não queremos outro coordenador a não ser Mano”, declarou a cacica.


Rejeição a substituto


Durante a fala, Antônia Urbano destaca que Tanawi Kariri — chamado pelas comunidades de “Mano” — é reconhecido pelo trabalho desenvolvido junto aos povos indígenas da região.

Segundo ela, não há aceitação de um novo nome para a função.

“No estado de Alagoas e Sergipe ainda não entrou um coordenador para fazer o que Mano fez com os parentes”, afirmou.

A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio dos presentes, que, em coro, reforçaram a defesa pela recondução do ex-coordenador.


Sentimento coletivo


A cacica ressaltou que a insatisfação não é isolada, mas compartilhada por diversas aldeias.

“Eu acredito que não só eu, como muitos parentes meus, estão sentindo essa saída de Mano. É muito triste pra gente”, disse.

O depoimento evidencia o impacto da decisão nas comunidades, que veem na mudança uma ruptura com uma gestão considerada próxima e representativa.


Chamado à mobilização


Ao final da fala, a liderança convoca os indígenas à união e à continuidade da mobilização.

“Está em tempo de nós nos juntar e colocar Mano no lugarzinho dele”, afirmou, sendo seguida por gritos de incentivo: “Vamos à luta”.

O movimento indígena já anunciou protestos e ações de pressão, incluindo bloqueios de rodovias, como forma de chamar atenção das autoridades.


Crise de confiança


A exoneração de Tanawi Kariri tem sido interpretada pelas comunidades como uma decisão sem diálogo e de motivação política, ampliando a crise de confiança entre os povos indígenas e o governo federal.

Até o momento, não houve posicionamento oficial que responda diretamente às reivindicações apresentadas.