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Empregados da Caixa rejeitam proposta do banco e decidem manter paralisação por tempo indeterminado

Com 61,4% dos votos contrários, trabalhadores cobram ajustes no Saúde Caixa; impasse pode ir para dissídio coletivo na Justiça do Trabalho

Redação 12/09/2026
Empregados da Caixa rejeitam proposta do banco e decidem manter paralisação por tempo indeterminado
Empregados da Caixa rejeitam proposta do banco e decidem manter paralisação por tempo indeterminado - Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram, em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11), rejeitar a proposta apresentada pela instituição para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com o resultado, a categoria aprovou a continuidade da greve iniciada na quinta-feira (10). Em Alagoas, os bancários aderiram integralmente ao movimento, mantendo o atendimento suspenso nas agências do estado.

A votação, conduzida de forma virtual por meio do sistema VotaBem, registrou 61,4% de votos contrários à proposta patronal, 36,7% favoráveis e 1,8% de abstenções.

Impasse no plano de saúde lidera insatisfação

Antes da deliberação nas urnas eletrônicas, o Sindicato realizou uma plenária com a categoria para detalhar as cláusulas negociadas. O ponto de maior divergência entre os trabalhadores e a direção do banco recai sobre as regras do Saúde Caixa, o plano de assistência médica do funcionalismo.

Apesar de a Caixa ter oferecido a elevação da sua fatia no custeio global do plano de 6,5% para 8% a partir de 2027, o texto prevê um aumento na contribuição individual dos empregados, que poderá atingir até 9% da remuneração mensal.

Além do teto de coparticipação, a categoria critica:

Mudança no modelo de cobrança: a introdução de valores fixados por faixa etária;

Reajuste em emergências: a elevação do valor cobrado por consulta em Pronto-Socorro, que passaria de R$ 75 para R$ 150;

Custo operacional: a manutenção do repasse de despesas administrativas para a conta dos trabalhadores.

"A opção por continuar em greve demonstra que, para os empregados, ainda há questões fundamentais que precisam ser resolvidas, principalmente em relação ao Saúde Caixa. Esperamos que a Caixa compreenda o recado da categoria e apresente soluções", afirmou Gabriel Musso, diretor do Sindicato.

Ameaça de dissídio e próximos passos

Diante da resistência da categoria, a gestão da Caixa informou, durante a mesa de negociação realizada no primeiro dia de greve, que encaminhará o impasse para dissídio coletivo caso não haja acordo.

Com a manutenção do movimento, as agências da Caixa seguem com atendimento suspenso na base territorial do Sindicato, enquanto os trabalhadores aguardam uma eventual nova contraproposta da instituição. A liderança sindical informou que monitora os desdobramentos operacionais e jurídicos do banco e orienta os empregados a acompanharem as atualizações por meio dos canais oficiais da entidade.