Frio do inverno muda a rotina e exige atenção com cães e gatos

10/07/2026
Frio do inverno muda a rotina e exige atenção com cães e gatos
Frio do inverno muda a rotina e exige atenção com cães e gatos - Foto: Magnific

Queda nas temperaturas requer mudanças no ambiente, nos passeios e nos cuidados com a saúde dos animais

A queda das temperaturas durante o inverno exige que os tutores adaptem a rotina de cães e gatos para reduzir a exposição ao frio, à umidade e às correntes de ar. A atenção deve envolver o local onde os animais descansam, os horários dos passeios, a frequência dos banhos, a alimentação, a hidratação e a observação de mudanças de comportamento, uma vez que as baixas temperaturas podem favorecer doenças respiratórias e ampliar desconfortos articulares.

Filhotes, animais idosos, cães de pequeno porte e pets com pelagem curta estão entre os que demandam maior atenção nesse período. “Esses cuidados são ainda mais essenciais com os filhotes, os idosos, aqueles de pequeno porte ou com pelagem curta, pois eles pertencem ao grupo mais sensível e vulnerável ao clima gelado”, explica Mariane Cynara da Silva, médica veterinária da Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR).

Uma das primeiras medidas está relacionada ao ambiente onde o animal dorme e permanece durante os períodos de menor atividade. A recomendação é manter cães e gatos em locais protegidos do vento, da chuva e da umidade, evitando o contato direto das camas com pisos frios. Tapetes ou estruturas que criem uma barreira entre a caminha e o chão ajudam no isolamento térmico, enquanto cobertores podem ser disponibilizados para que o próprio animal procure proteção.

As roupas também podem ser utilizadas em cães de pelagem curta, filhotes, idosos e gatos sem pelo, desde que não limitem os movimentos e sejam mantidas limpas. Animais que permanecem em quintais precisam contar com abrigo coberto e protegido da chuva e do vento. Em noites com temperaturas mais baixas, a orientação é permitir o acesso a áreas internas.

O inverno também exige atenção aos sinais de doenças respiratórias, como espirros, secreções e tosse. Entre as condições que podem afetar os animais estão a gripe canina, conhecida como tosse dos canis, e o complexo respiratório felino. A manutenção do protocolo anual de vacinação integra as medidas de prevenção.

Nos pets idosos, o frio pode ampliar desconfortos relacionados à artrose e a problemas de coluna. A contração da musculatura e a rigidez das articulações podem dificultar movimentos como levantar, caminhar ou subir degraus. Diante dessas alterações, a avaliação de um médico-veterinário é indicada.

Banhos também demandam mudanças. A frequência pode ser reduzida nos períodos frios e, quando a higienização for necessária, deve ser feita com água morna, em ambiente fechado e seguida pela secagem completa da pelagem. A umidade acumulada pode favorecer problemas dermatológicos. Pelo mesmo motivo, tosas muito curtas devem ser evitadas, pois a pelagem funciona como isolamento térmico natural.

Os passeios não precisam ser interrompidos, mas os horários podem ser ajustados. A recomendação é priorizar os períodos mais quentes do dia e evitar o início da manhã e a noite. Após as caminhadas, as patas devem ser secas, especialmente em dias úmidos. Rachaduras nos coxins podem exigir produtos específicos de uso veterinário.

Outro ponto de atenção é a hidratação. Com o frio e o tempo seco, alguns animais reduzem espontaneamente o consumo de água, situação que pode elevar o risco de problemas urinários. Espalhar potes pela casa, renovar a água com frequência e utilizar fontes para gatos são alternativas para estimular a ingestão. No caso dos felinos, alimentos úmidos também podem contribuir para aumentar o consumo de líquidos.

A dieta, por outro lado, não deve ser ampliada automaticamente durante o inverno. Animais que vivem em ambientes internos e protegidos não necessariamente gastam mais energia para manter a temperatura corporal. O aumento da quantidade de alimento sem orientação profissional pode favorecer o ganho de peso, principalmente quando há redução da atividade física.

A atenção não deve se limitar a cães e gatos. Coelhos, hamsters e aves precisam permanecer longe de correntes de ar, enquanto peixes podem necessitar de aquecimento da água e répteis dependem de fontes externas de calor para a regulação térmica. Em todos os casos, mudanças de comportamento podem indicar que o animal está enfrentando dificuldades com a temperatura.

Tremores contínuos, isolamento, apatia, postura encolhida e sonolência excessiva estão entre os sinais que exigem observação. “Ao notar sinais como tremores contínuos, isolamento, apatia, postura encolhida ou sonolência excessiva, o tutor deve ficar atento. Em casos mais severos, esses sintomas podem indicar um quadro de hipotermia, que demanda atendimento veterinário especializado”, enfatiza Mariane Cynara da Silva.

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