sábado, 15 de Maio de 2021

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Servidor aposentado: invisível aos olhos dos gestores

Governador Renan castiga aposentados com desconto de 14% nos seus ganhos.

Os gestores públicos brasileiros, municipais e estaduais, respeitando-se as poucas exceções existentes, têm elegido o servidor público como seu principal alvo de ataque, durante os exercícios dos seus mandatos.

Ao longo do tempo, gestores inescrupulosos têm contratado de forma precária servidores, cuja contratação não passa de moeda de troca por votos nos períodos eleitorais. Centenas e milhas deles têm sofrido com essa prática criminosa, pois logo após o pleito eleitoral correspondente têm sido, sumariamente, demitidos sem receber qualquer direito.

Quanto aos servidores efetivos, os que não podem ser demitidos e nem podem ser obrigados a votar no gestor do dia ou no candidato da sua preferência, são tratados com desprezo e não recebem reconhecimento pelo seu trabalho, em geral, importante para o ente público e para o seu povo.

O desprezo dos prefeitos e governadores para com os servidores públicos, acentua-se quando eles se aposentam. A partir daí os gestores adicionam ao seu desprezo uma boa dosagem de crueldade, na medida em que, para esses gestores, os aposentados se constituem num pesado fardo financeiro, ignorando o esforço, a dedicação e o zelo que esses abnegados servidores dedicaram ao serviço público, durante toda sua vida laboral.

Em Alagoas, além do achatamento constante dos vencimentos dos aposentados, o Governador Renan Filho (MDB), resolveu usar um pouco de crueldade para punir os servidores públicos, aplicando-lhes uma alíquota de 14%, a título de contribuição previdenciária, que vem sendo descontada dos seus vencimentos desde o ano passado.

Em Arapiraca, o Prefeito Luciano Barbosa (MDB), recebeu sugestão para criar uma comissão permanente para analisar, caso a caso, a situação dos servidores públicos aposentados, visando detectar eventuais erros e distorções, como o caso de servidores aposentados como diretor de órgão público, com gratificação de R$ 8,00 incorporada aos seus vencimentos e que nunca foi atualizada.

Tem-se, portanto, que a situação funcional do servidor público é ruim, potencializando-se em relação aos aposentados que nunca são ouvidos pelos gestores sobre os seus pleitos, restando evidenciado que são seres invisíveis aos olhos desses gestores que fazem questão de o ignorar e ignorar os seus pleitos.

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