quinta-feira, 06 de Maio de 2021

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Militares se afastam de Bolsonaro

Tivemos um começo de semana de ebulição em Brasília, com foco no Palácio do Planalto, onde se aloja para governar o presidente da República, Jair Bolsonaro.  Com troca de vários ministros, rebeldias da bancada governista, imposições do Centrão, com alta temperatura no termômetro político nacional. Mas o grande peso da semana foi, sem dúvida, foi a exoneração da cúpula militar das Forças Armadas, por discordar do presidente da República, fato nunca acontecido na história brasileira.

Os comandantes reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição e foram demitidos.

Eles protestaram contra a demissão sumária, na véspera, do general da reserva Fernando Azevedo da Defesa. O presidente o pressionava a alinhar as Forças com a defesa política do governo e o apoio a medidas contra o isolamento social na pandemia.

O motivo da demissão sumária do ministro foi o que aliados dele chamaram de ultrapassagem da linha vermelha: Bolsonaro vinha cobrando manifestações políticas favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país.

O presidente falou publicamente que “meu Exército” não permitiria tais ações. Enquanto isso, foi derrotado no Supremo Tribunal Federal em sua intenção de derrubar restrições em três unidades da Federação, numa ação que não foi coassinada pelo advogado-geral da União, José Levi —ajudando a levar à sua queda, também na segunda.

A grande verdade é que os militares começam a cansar de Bolsonaro que quer um Exército para chamar de seu em contraponto dos fardados que se posicionam pela Constituição, como órgão de estado.

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