domingo, 05 de Abril de 2020

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FHC diz que “é melhor o fim de Bolsonaro do que do povo” com coronavírus

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o pronunciamento de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o novo coronavírus feito na noite desta terça-feira (24). Por meio do Twitter, ele pediu que o atual líder do país se cale e pare de repetir “opiniões desastradas”.

“Eu não ia voltar ao tema, mas o presidente repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. O momento é grave, não cabe politizar, mas opor-se aos infectologistas passa dos limites. Se não calar, estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale”, escreveu FHC em seu perfil do Twitter.

Eu não ia voltar ao tema, mas o Pr repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. O momento é grave, não cabe politizar, mas opor-se aos infectologistas passa dos limites. Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale.

Na segunda-feira (23), Fernando Henrique já havia feito comentários sobre a pandemia de covid-19 e qual deveria ser a postura dos líderes do Brasil.

“Não basta pensar na economia, tem de pensar nas pessoas também. Eu sei que é difícil. Não cobro por aquilo que eu sei que o preço é muito alto. Não cobro de ninguém, mas acho que é o momento para nós todos entendermos que temos de dar as mãos uns aos outros”, afirmou FHC.

Para o ex-presidente, neste momento é preciso pensar em primeiro lugar nos mais vulneráveis, que são as pessoas mais velhas e com baixa renda. “Quando são velhos e pobres e quando são só pobres, a dificuldade é maior. Mas não é só, muita gente precisa de emprego e de alguma maneira manter a economia funcionando, até que ponto?”, declarou.

FHC afirmou ainda que, muitas vezes, aquilo que provoca indignação tem uma razão de ser. “Não digo isso como quem queira absolver os erros daqueles que comandam. Há muitos erros, eu sei, não é o momento. O momento agora é de nós vermos o imediato, e o imediato é ficar em casa, tratar de ver se é possível, aqueles que puderem, trabalhar mesmo que seja de casa. Se não for de casa, continuar trabalhando e ter bom senso, saber que as coisas mudam e passam”, disse.

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