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Coletânea Machado de Assis
Recebi, com prazer, de minha amada filhona advogada Vanissa Paloma, magnífica Coletânea Machado de Assis, composta de três volumes englobando romances e contos, escritos no século XIX. Justifica seu sucesso literário ontem e na contemporaneidade. Diga-se, de passagem, é considerado o maior e melhor escritor brasileiro.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1839, ao lado de Joaquim Nabuco, fundou a Academia Brasileira de Letras (1897), presidindo-a com notoriedade por dez anos consecutivos. Filho de mulato pintor de parede e da mãe lavadeira. Epilético, gago venceu a segregação racial de sua época.
Casou-se, em 1869, com Carolina Augusta Xavier seu grande amor. Fala-se que deixava seus escritos na escrivaninha e sua esposa os adiantava, quando retornava; já ia logo agradecendo sua ajuda. Parceiros de vida e de obras. Revisor de texto, trabalhou no Diário do Rio de Janeiro fazendo resenhas dos debates do Senado Federal. No ano de 1864, publicou Crisálidas e algumas peças de teatro.
Surgiram os Contos Fluminenses, em 1870, Ressurreição. Em 1872, Histórias da meia-noite, coletânea de contos, em 1873. A mão e luva Em 1874, Helena, em 1876, Iaiá Garcia, em 1878. Com esta obra ocorre a transição do período romântico para a fase realista. Enriqueceu a literatura nacional enormemente com seus contos e talentosos romances.
Outrossim, destaco a obra: Memórias póstumas de Brás Cubas, em 1881.Em seguida, são publicados Papéis avulsos, em 1882. Histórias sem data, em 1884.Várias histórias, em 1896, Páginas recolhidas, em 1899, coletânea de contos, Quincas Borba, em 1891. E ainda, uma de suas obras preferidas: Dom Casmurro, em 1890. Esaú e Jacó em 1904, Relíquias da casa velha, em 1906, Memorial de Aires, em 1908. Faleceu no dia 29 de setembro de 1908, com 69 anos de profícua existência.
Notadamente, o estilo de Machado de Assis contempla as gerações de ontem e de hoje. O que mostra na forma de escrever que lhe era peculiar: “ A primeira coisa que Estêvão pôde descobrir e que a vizinha era moça. Via-lhe o perfil, em cada aberta que deixavam as árvores, um perfil correto e puro, como de escultura antiga. Via-lhe a face cor de leite, sobre a qual se destacava a cor escura dos cabelos, não penteados de vez, mais frouxamente atados no alto da cabeça, com aquele desleixe matinal que faz mais belas as mulheres belas ”.
Estudei no Colégio Estadual de Alagoas na década de 60. Meu professor de Português fora Humberto Cavalcanti. Certa vez, perguntei: Mestre como devo proceder doravante. Leia todos os clássicos, começando por Machado de Assis. Comecei minha preferência pelo autor “A Mão e a Luva.” e assim, sigo até hoje.
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