Alagoas
Pacto pela Água será apresentado à classe política de Alagoas com plano de segurança hídrica
Encontro acontece na próxima segunda-feira, às 8h, em Maceió, e reunirá especialistas para apresentar estudo sobre barragens subterrâneas, armazenamento de água e contenção de enchentes
Um plano de segurança hídrica para Alagoas será apresentado à imprensa e à classe política do Estado na próxima segunda-feira, às 8h, durante um café da manhã no restaurante Filé do Zezé, na Jatiúca, em Maceió. O encontro marcará o lançamento do Pacto pela Água, iniciativa que pretende colocar a utilização estratégica dos recursos hídricos no centro de uma agenda de desenvolvimento socioeconômico para o Estado.
A apresentação será baseada em um estudo técnico elaborado a partir do levantamento e das análises do professor doutor Arnóbio Cavalcanti, do engenheiro Alex Gama, criador do Prohidro, e do pesquisador sênior da Embrapa, Antônio Santiago.
Entre os principais pontos do estudo estão a implantação de barragens subterrâneas, estruturas destinadas ao armazenamento de água e barragens voltadas à contenção de enchentes. A proposta é integrar diferentes soluções de engenharia e aproveitamento dos recursos hídricos, considerando as características de cada região de Alagoas.
Segundo os dados apresentados pelos três especialistas, a execução do plano poderá representar um impacto significativo na economia alagoana, com uma estimativa de 17 mil empregos diretos e a possibilidade de injetar aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano na economia do Estado.
O encontro terá caráter suprapartidário e o convite será estendido a representantes de toda a classe política alagoana, independentemente de partidos ou posições ideológicas. A intenção é apresentar os dados e abrir uma discussão sobre a construção de uma política permanente de segurança hídrica.
Idealizador do Movimento Barragens Já, o jornalista Wadson Régis afirma que o objetivo do Pacto pela Água é retirar o debate sobre os recursos hídricos da lógica partidária e transformá-lo em uma agenda de Estado.

“Água não tem partido. O que estamos propondo é que todas as forças políticas de Alagoas conheçam o estudo, discutam os números e compreendam que existe um caminho técnico para enfrentar, ao mesmo tempo, os efeitos da seca e das enchentes.”, afirma Wadson Régis.
De acordo com o idealizador do movimento, o encontro não terá caráter de lançamento de candidatura ou de disputa política, mas de apresentação de uma proposta de desenvolvimento baseada no aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis.
“Não há palanque armado. Há um plano. O que queremos colocar diante de Alagoas é a possibilidade de transformar água em produção, emprego, renda e desenvolvimento. Se temos condições técnicas de armazenar água quando ela existe e controlar os excessos quando chegam as chuvas, podemos construir um Estado com mais segurança hídrica e menos dependência de medidas paliativas.”, destaca.
O Pacto pela Água será apresentado, portanto, como uma proposta de construção coletiva, com participação do setor público, especialistas, produtores, iniciativa privada e sociedade civil. A perspectiva defendida pelos organizadores é que o planejamento hídrico deixe de ser tratado apenas como resposta emergencial aos períodos de estiagem ou às enchentes e passe a integrar uma estratégia permanente de desenvolvimento de Alagoas. “A água não pode ser desculpa para os problemas em Alagoas, porque temos água, soluções de cheias, secas e segurança hídrica.” Alex Gama.
A expectativa é de que a apresentação técnica possa estimular o debate entre os diferentes setores da sociedade e, principalmente, entre os representantes dos municípios, do Estado e da bancada federal alagoana.
A proposta parte de uma premissa central: a água precisa ser tratada como instrumento de desenvolvimento e segurança para Alagoas. O desafio, segundo os organizadores, é criar infraestrutura capaz de armazená-la, distribuí-la e controlar seus excessos, transformando um problema histórico — a convivência com a seca e as enchentes — em uma oportunidade de desenvolvimento econômico e social.
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