Alagoas
Atleta paralímpico da Ufal conquista seis medalhas de ouro nos JUBs
Luiz André Cavalcante da Silva, estudante de Administração, venceu seis provas de natação na competição realizada em Goiânia
O atleta paralímpico da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Luiz André Cavalcante da Silva, estudante do curso de Administração, conquistou seis medalhas de ouro nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) 2026, realizados em Goiânia (GO).
Representando a Ufal na natação paralímpica, André venceu todas as seis provas em que competiu: 50 metros livre, 50 metros costas, 50 metros borboleta, 100 metros costas, 100 metros livre e 200 metros livre. A conquista é resultado da trajetória esportiva do atleta, que possui experiência no alto rendimento e títulos nacionais e internacionais na natação.
Para ele, a participação nos JUBs representa também uma oportunidade de fortalecer a presença das pessoas com deficiência no esporte universitário e contribuir para o desenvolvimento do paradesporto na Ufal. “Meu propósito foi levar o nome da Universidade Federal de Alagoas ao topo, mas também mostrar que o atleta com deficiência tem espaço, tem capacidade e pode fazer história dentro do esporte universitário. As medalhas ficam como lembrança. Os índices ficam como resultado. Mas o legado é aquilo que permanece”, afirma.
Ele lembra que a preparação para a competição foi intensificada nas semanas que antecederam os Jogos. Com o apoio da Universidade, Luiz André manteve uma rotina de treinamentos específicos e chegou à competição com o objetivo de representar a Ufal e buscar os melhores resultados. “Os Jogos representam muito mais do que uma competição. Eles representam uma trajetória de vida, de superação, de representatividade e, acima de tudo, de legado”, ressalta Luiz André.
Uma vida de conquistas no esporte
O estudante conta que sua caminhada com os Jogos Universitários Brasileiros começou em 2021. “Eu já era atleta de alto rendimento, com uma trajetória construída na natação. Fui campeão brasileiro, campeão internacional do Circuito da Caixa e também fui bolsista-atleta federal e estadual”, lembra.
Naquele momento, surgiu a oportunidade da universidade em que estudava contar com atletas com deficiência em seu quadro, como uma forma de fomentar o esporte e o paradesporto. “Foi quando comecei a participar dos Jogos representando a universidade. Eu cursava Direito, mas, no sexto período, precisei trancar o curso. Conciliar as reuniões, os treinamentos, o trabalho e a minha vida pessoal estava ficando muito difícil. Depois, fui para a Uninassau, onde fiz uma pós-graduação e também conquistei medalhas durante os dois anos em que participei”, revela.
Apesar das conquistas, ele tinha um grande sonho: entrar em uma universidade federal e representar a Ufal. “Eu queria fazer história”. E conseguiu. Quando já era estudante de Administração, ele foi convidado a representar a universidade, percebendo a grande escassez de atletas com deficiência.
“Eu tinha uma rotina de treinos em dias alternados e, faltando cerca de 30 dias para os Jogos, passei a me dedicar aos treinamentos específicos todos os dias. A universidade me deu todo o suporte e abriu as portas para que eu pudesse treinar inclusive aos sábados e domingos. E eu sabia exatamente o que queria: levar o nome da Universidade Federal de Alagoas ao topo e conquistar todas as medalhas que pudesse”, conta.
Para ele, que tinha parado um tempo com as competições, foi ‘o retorno’. “Foi muito emocionante reencontrar amigos que começaram comigo nos primeiros Jogos e que hoje estão em outras universidades, não mais como atletas, mas como supervisores e diretores de delegação. Isso mostra que os Jogos são maiores do que uma medalha. Eles criam histórias, amizades, oportunidades e caminhos”, diz.
E complementa: “Eu acredito que minha trajetória me tornou, talvez, um dos poucos atletas, ou até o único, a conquistar medalhas representando cada uma das instituições de ensino pelas quais passei. Mas, mais importante do que esse feito pessoal, foi poder contribuir para fomentar o esporte universitário e o paradesporto. Por isso, quando penso no que os Jogos representam para mim, penso em história, representatividade, superação e legado”.
Mais lidas
-
1MOBILIDADE
Prefeitura inicia obras de R$ 46,9 milhões para ampliar ponte e criar terceira faixa na Ayrton Senna, na Barra da Tijuca
-
2ESTADO DE SAÚDE
Chiara Ferragni passa mal por causa de altitude durante viagem ao Peru
-
3ESPORTE
Palmeiras domina ranking de vendas mais caras do Brasil com cinco entre as 12 maiores
-
4DEFESA
Chefe da Marinha britânica reconhece o poderio da frota submarina da Rússia
-
5CONCURSO
RJ terá concurso para Secretaria de Planejamento e Gestão com 60 vagas de nível superior