Alagoas

MPAL promove palestra sobre prevenção a fraudes digitais e golpes financeiros

Redação com MPAL 24/08/2026
MPAL promove palestra sobre prevenção a fraudes digitais e golpes financeiros

Em continuidade às ações do Mês da Segurança Institucional, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Núcleo de Gestão da Informação e Segurança Institucional (NGI/SI), em parceria com a Associação do Ministério Público de Alagoas (AMPAL), promoveu, na manhã desta segunda-feira (24), a palestra “Prevenção a Golpes e Fraudes: como proteger sua família, seus dados e seu patrimônio?”. A atividade foi realizada no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça e reuniu membros e servidores da instituição.

A palestra foi ministrada por Luciano Martins dos Santos, assessor de Segurança e Inteligência do Banco do Brasil (BB), com atuação nos estados de Alagoas e Pernambuco. Com mais de 20 anos de experiência no banco e mais de 11 anos dedicados à área de segurança e inteligência, o especialista apresentou os principais golpes praticados atualmente e orientou os participantes sobre como reconhecer situações suspeitas e evitar prejuízos financeiros.

Durante a exposição, Luciano destacou que a velocidade com que as pessoas são pressionadas a tomar decisões é uma das principais estratégias utilizadas pelos criminosos. Segundo ele, a prevenção começa justamente pela capacidade de interromper esse ciclo de urgência. “Não há urgência para se decidir. Nós vivemos num momento em que tudo é muito rápido e terminamos caindo nesse tipo de cilada porque, às vezes, decidimos sem pensar. Em qualquer situação, é preciso esquecer a emoção e utilizar a razão. Se ainda assim você não conseguir separar razão e emoção, peça ajuda a alguém em quem você confia”, orientou.

Medidas a serem adotadas

O especialista ressaltou que uma das principais medidas de segurança é interromper imediatamente uma ligação suspeita, especialmente quando alguém se apresentar como funcionário de banco ou gerente e tenta induzir o cliente a realizar alguma operação. “Se for uma ligação de falsa central ou de falso gerente, desligue imediatamente. Se for um suposto filho, parente ou amigo pedindo dinheiro, procure informação por outra fonte. Ligue para um familiar, peça para outra pessoa entrar em contato. Não tenha pressa para decidir. Carro quebrado, filho precisando pagar uma conta naquele momento, suposto sequestro: nada disso precisa ser resolvido no impulso. Pare, pense e use a razão para resolver a situação com calma”, explicou Luciano.

Entre os golpes abordados durante a palestra estiveram a troca de cartão, o falso auxílio em terminais de autoatendimento, o golpe do motoboy, boletos com códigos de barras ou QR Codes falsos, o falso pedido de dinheiro feito por pessoas que se passam por familiares ou amigos e o golpe do falso gerente.

Luciano também chamou atenção para a chamada engenharia social, estratégia na qual o criminoso utiliza informações disponíveis na internet para conquistar a confiança da vítima. Em um dos exemplos apresentados, o golpista utiliza fotografia e dados de uma pessoa para criar um perfil falso e, posteriormente, entra em contato com clientes de uma instituição financeira se passando por gerente. “Para cada grupo de pessoas existe um golpe que eles aplicam. Eles classificam os grupos e trabalham os golpes para cada perfil. As pessoas de idade mais avançada, especialmente aquelas que não têm maturidade digital suficiente, acabam sendo alvos mais fáceis dos estelionatários”, alertou o servidor do BB.

O assessor de Segurança e Inteligência também destacou que a evolução dos crimes praticados no ambiente digital exige uma mudança permanente de comportamento por parte da sociedade. “Nos últimos anos, nós temos percebido uma evolução gigantesca dos crimes na área cibernética, no meio digital. Precisamos chegar até a mentalidade das pessoas, sensibilizá-las para o tema. Hoje temos informação em excesso, mas o desafio é transformar essa informação em conhecimento. Uma das nossas atividades é justamente disseminar a cultura de segurança, seja na segurança física, na proteção das pessoas ou no ambiente digital”, afirmou.

Segurança institucional

Para o coordenador do NGI/SI do MPAL, promotor de Justiça José Carlos Castro, a realização da palestra reforça a importância de ampliar a cultura de prevenção dentro e fora da instituição. “A segurança institucional não se limita à proteção física dos prédios ou das pessoas. Ela também envolve a proteção de dados, informações e do patrimônio de membros, servidores e seus familiares. Trazer um especialista que atua diariamente no enfrentamento a golpes e fraudes é uma forma de oferecer conhecimento prático e contribuir para que todos estejam mais preparados para identificar situações de risco”, destacou ele.

José Carlos Castro ressaltou ainda que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. “Os criminosos exploram principalmente a confiança, a desatenção e a pressa. Por isso, quanto mais conhecimento tivermos sobre as estratégias utilizadas nos golpes, maior será nossa capacidade de interromper uma situação antes que ela cause prejuízo”, afirmou.

A atividade integra a programação do Mês da Segurança Institucional do MPAL, iniciativa que busca fortalecer a prevenção e disseminar entre membros e servidores uma cultura permanente de segurança, atenção e proteção de informações.